Com internet, pedofilia se espalha e vira "negócio"

Especialistas dizem que falta de leis e instituições específicas também impedem o combate efetivo desse tipo de crime

Matheus Pichonelli, iG São Paulo |

Interesses financeiros e acesso a recursos tecnológicos, como a internet, fizeram com que, nos últimos anos, a prática da pedofilia se transformasse em um negócio rentável, disseminado e que não reconhece fronteiras. Os desafios para o combate a esse tipo de atividade foram colocados à mesa em uma série de debates realizada durante o 5º For-JVS (International Forum of Justice), em São Paulo.

Antônio Carreta/TJSP
Deputado José Bruno, jornalista Luiz Maurício, desembargador Antonio Viana Santos, advogada Roseane Miranda e Renato Lombardi debatem pedofilia em SP

Durante o evento, especialistas e autoridades de vários países ligados ao combate à pedofilia, foram unânimes ao apontar que, ao menos no caso brasileiro, a internet, a ausência de leis e instituições específicas e a ação de grupos que lucram com a exploração infantil são fatores que ainda hoje impedem o combate efetivo desse tipo de crime.

A reportagem do iG acompanhou dois dias de palestras e debates durante o fórum, na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Confira abaixo os principais pontos das análises feitas por especialistas, brasileiros e estrangeiros, sobre a questão:

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