Com greve da Polícia Civil em São Paulo, PM registra boletins de ocorrência

SÃO PAULO - A Polícia Militar vai registrar os boletins de ocorrência e encaminhá-los para os promotores públicos, enquanto durar a greve da Polícia Civil em São Paulo que entrou no 3º dia nesta sexta-feira. A informação foi divulgada pela Secretaria de Segurança Pública.

Redação |

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A secretaria ainda recomenda que o cidadão que precisar de atendimento policial use o telefone 190 da Polícia Militar para que esta possa encaminhar internamente os casos.

Ainda nesta sexta-feira, grupos com carros de som devem circular pelas delegacias e mobilizar funcionários. A adesão à greve já atinge  mais de 90% das delegacias da capital e do interior, segundo a Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (ADPESP).

De acordo com a secretaria, o Ministério Público instaurou inquérito para apurar se a Polícia Civil cumpre a decisão do Supremo Tribunal Federal que a obriga a atender o cidadão.

A categoria reivindica aumento salarial de 15% ainda este ano - mais 12% em 2009 e 12% em 2010. A greve foi determinada em reunião na última sexta-feira, na sede da Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Adpesp), na presença das diretorias das 16 entidades representativas da categoria.

A secretaria informou que as negociações estão abertas desde o início do ano e vem conversando com as entidades de representação de classe. O Sindicato dos policiais desmente a informação e diz que seu último contato com a SSP foi no dia 5 de setembro.

Nota distribuída pela secretaria, que afirma ainda não ter um balanço da paralisação, acusa a categoria de intransigência. "Não querem dialogar. Optaram pela intransigência e pelo risco", diz a nota.

Embora se diga aberta ao diálogo, a secretaria afirma que "não se pode colocar em jogo a segurança dos cidadãos e o governo vai às últimas conseqüências para evitar que isso aconteça. A Secretaria de Segurança Pública está atenta a todos os abusos e vai reportá-los prontamente à Justiça, além de agir para que a população não seja atingida, mobilizando todos os seus recursos nesse sentido".

Para o governo, as reivindicações da categoria não podem ser atendidas. Somados, alega o governo, os pedidos "representariam um acréscimo de R$ 3 bilhões à folha de salários da Polícia Civil, hoje da ordem de R$ 7 bilhões anuais".

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