SÃO PAULO - Os funcionários da Empresa de Correios e Telégrafos (ECT) decidiram, em assembléia realizada nesta segunda-feira, entrar em greve por tempo indeterminado a partir desta terça-feira em todo o Brasil. De acordo com os Correios, três serviços da empresa foram suspensos temporariamente: o Sedex 10, o Sedex Hoje e o Disque Coleta. http://ultimosegundo.ig.com.br/economia/2008/06/30/brasil_teve_316_greves_em_2007_afirma_dieese_1405224.htmlBrasil teve 316 greves em 2007, afirma Dieese

Segundo a assessoria, eles dependem de horário para a entrega e portanto não serão realizado enquanto os funcionários estiverem em greve. Os demais serviços dos Correios funcionam normalmente.

Segundo a assessoria dos Correios em São Paulo, cerca de 20% dos trabalhadores, a maioria carteiros, aderiram à greve. Às 16h desta terça-feira, será realizada uma nova assembléia da categoria na Praça da Sé, no centro da capital paulista.

Será divulgado por volta das 14h de hoje, um balanço  nacional de quantos funcionários participam da paralisação. Os prejuízos só serão contabilizados a partir dessa quarta-feira, 1, informou os Correios.

Segundo o diretor do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios (SINTECT), que representa a categoria, Wagner Nascimento, são 108 mil trabalhadores no País. Desse total, 35 mil somente em São Paulo. "Esperamos uma adesão de 70%", afirmou o sindicalista.

Motivos

Segundo a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresa de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect), a categoria reivindica a adoção de um novo Plano de Carreiras, Cargos e Salários (PCCS); mudanças na forma de distribuição da Participação nos Lucros e Resultados (PLR); e o cumprimento, pela ECT, do termo de compromisso que garante adicional de 30% sobre o salário dos carteiros, assinado pelo ministro das Comunicações, Hélio Costa, em novembro do ano passado.

De acordo com o secretário-geral da Fentect, Manoel Cantoara, a empresa chegou a pagar o adicional de 30% durante três meses, mas, no quarto mês, que seria o período de efetivação da gratificação, deixou de fazer o pagamento.

Segundo Cantoara, a ECT pediu mais três meses para solucionar a situação. O governo liberou R$ 390 milhões para resolver o problema e a empresa aplicou de outra forma, sem discutir com os trabalhadores, pagando R$ 260 milhões [de forma] linear para os carteiros. Por esse motivo estourou a greve em todo o país.

Segundo a ECT, a lei que prevê o pagamento de adicional de periculosidade não inclui os carteiros. Por isso, a empresa criou o Adicional de Atividades de Distribuição e/ou Coleta (AADC) e o Adicional de Atendimento em Guichê em Agências dos Correios (AAG), que garantem o valor fixo de R$ 260 para todos os trabalhadores.

Essa gratificação começou a ser paga ontem (30), no salário correspondente ao mês de junho. Mas, segundo a ECT, a categoria não aceita a decisão, porque os funcionários com mais tempo de trabalho alegam que, com o valor fixo, vão receber menos do que ganhariam com o adicional de 30% sobre os salários.

*Com informações da Agência Brasil e Agência Estado

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