Publicidade
Publicidade - Super banner
Brasil
enhanced by Google
 

Com greve, 130 serviços jurídicos não são feitos em SP

SÃO PAULO - Os 12 defensores públicos de Ribeirão Preto (quatro criminais e oito cíveis) estão orientando as pessoas que procuram assistência jurídica ao órgão para que voltem na próxima semana. Assim, cerca de 80 atendimentos na área cível e 50 na criminal não ocorrem diariamente.

Agência Estado |

"A população tem demonstrado muita compreensão e, na segunda-feira, quando eu expliquei o motivo da paralisação para cerca de 30 pessoas, houve aceitação e não tivemos reclamações, além de termos até palavras de apoio", disse o defensor público Danilo Miyazaki.

Em Ribeirão Preto, interior de São Paulo, os 12 defensores públicos atendem só a cidade. Mas a regional abrange 34 comarcas e 60 cidades. Porém, nos outros municípios a Defensoria Pública firma convênios com entidades privadas que indicam advogados às pessoas que procuram a assistência jurídica.

Miyazaki lembra que essa "terceirização" é questionável, pois os advogados privados não são concursados, recebem do Estado e esses gastos são maiores. "Pelos convênios firmados em 2007 (mais de R$ 270 milhões), o valor seria suficiente para pagar quatro mil defensores públicos em início de carreira", afirmou Miyazaki. Os 47 mil advogados inscritos no convênio realizam 1,2 milhão de atendimentos anuais, enquanto os 400 defensores públicos fazem 850 mil atendimentos por ano, com gastos de R$ 850 mil.

Como a "paralisação", e não greve, como citam os defensores, a procura nos dois últimos dias diminuiu na sede de Ribeirão Preto. A defensoria cível orienta quem chega, mas a criminal está fechada. Os 400 defensores públicos do Estado querem as contratações de outros 400 profissionais pelo governo estadual. A paralisação termina na sexta-feira.

Leia tudo sobre: defensores públicos

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG