Veja a cronologia da greve da Polícia Civil de SP" / Veja a cronologia da greve da Polícia Civil de SP" /

Com faixas e cartazes, Polícia civil passará a seguir Serra em eventos externos

SÃO PAULO - Os policiais civis de São Paulo começarão na semana que vem uma nova etapa em sua greve: seguir o governador José Serra em todos os locais que o político estiver em compromissos de agenda. Já que ele não aparece para falar conosco, iremos até ele, disse Renato Flor, assessor de comunicação da Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Adepesp). http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/10/17/cronologia_da_paralisacao_da_policia_civil_de_sao_paulo_2053555.html target=_topVeja a cronologia da greve da Polícia Civil de SP

Redação com Agência Brasil |

Acordo Ortográfico

O assessor garante que os encontros serão simples e que os manifestantes montarão comitês de recepção para o governador com faixas e cartazes.

Em greve desde o dia 16 de setembro, os policiais civis reivindicam reajuste no salário-base de 15%, entre outras melhorias. "Já estamos seguindo o governador há tempos, mas vamos intensificar o movimento na semana que vem", disse.

AE
Policiais civis concentrados na Praça da Sé nesta segunda-feira


Paralisação nacional

Os policiais civis e entidades ligadas à Associação dos Delegados de Polícia do Brasil (Adepol) pararam na última quarta-feira (29) por duas horas, das 14h às 16h, em 14 Estados.

"Além de apoiar o movimento em São Paulo, a intenção é chamar a atenção para a necessidade de votação de um projeto parado no Congresso", afirma Carlos Benito Jorge, presidente da Adepol

Já a paralisação das entidades relacionadas às federações interestaduais de policiais civis foi marcada para o dia 17 de novembro. "Os dias são diferentes para evitar que a greve perca o fôlego", justifica Luciano Marinho, da Federação Interestadual de Policiais Civis do Norte e Centro-Oeste.

O diretor da Associação dos Delegados de Polícia de São Paulo, o delegado André Dahmer, afirmou que a paralisação da polícia civil só vai acabar quando uma ampla reforma for colocada em pauta pelo Estado. "O movimento pode durar até o fim do governo, por mais 720 dias. Mesmo não sendo o que queremos".

Para Dahmer, se a questão salarial não pode ser deixada de lado, mais importante para o movimento são os temas relacionados à instalação de uma gestão moderna. "Claro que não queremos que o governo faça todas essas mudanças, mas sinalize que tenha a intenção real de iniciá-las. É uma oportunidade única, uma vez que teria o apoio de boa parte dos policiais do Estado", diz.

Histórico

AE
Confronto entre policiais
Em greve desde 16 de setembro, os policiais civis de São Paulo realizaram, em 16 de outubro, uma manifestação que acabou em confronto com policiais militares. Os manifestantes queriam se reunir com o governador José Serra, no Palácio dos Bandeirantes, mas a guarda que fazia a segurança da sede do governo os impediu. O confronto transformou as ruas próximas ao Palácio em uma praça de guerra. Armados e usando viaturas da polícia, os manifestantes enfrentaram os policiais militares.

Após o confronto, o movimento grevista cresceu em São Paulo, ganhou apoio de assosciações e sindicatos de outros estados e continuou a realizar manistações. Na última segunda feira (27), cerca de 7 mil policiais civis, segundo os organizadores ¿ e mais de 3 mil, de acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) ¿, fizeram uma caminhada que começou na Praça da Sé e seguiu até a sede da Delegacia-Geral de Polícia, na Rua Brigadeiro Tobias, passando pela Secretaria da Segurança Pública.

Nos próximos dias, os grevistas prometem uma marcação cerrada na agenda do governador José Serra, seguindo a estratégia dos manifestantes de Bauru, no interior paulista, que na semana passada interpelaram o governador em visita à cidade. Segundo políticos locais, houve até agressões por parte dos manifestantes. Os policiais negam.

    Leia tudo sobre: grevepolícia civil

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG