Com estresse e dor no peito, Nenê seguirá internado em hospital

Advogados pediram e Justiça autorizou a realização de exames para verificar estado de saúde do empresário

Severino Motta, iG Brasília |

O dr. Edmur Carlos de Araújo, que atendeu empresário Nenê Constantino, 79, pai de Constantino de Oliveira Júnior, presidente da companhia aérea Gol, disse que o empresário chegou ao Hospital do Coração por volta das 17h desta quinta-feira e devido a um quatro de estresse, associado a dores no peito, deve ficar em observação pelo menos até domingo.

Futura Press
Nenê Constantino em foto de março deste ano quando ainda era presidente do conselho da Gol
De acordo com ele, os primeiros exames não indicaram nenhum quadro de infarto ou doença cardiovascular, mas novos exames precisam ser realizados. “Até agora não temos nada comprovado. O eletrocardiograma e a cintilografia não revelaram problemas. Mas devido a idade, ao estresse emocional e ao relato de dores no peito o coloquei na UTI e iniciei a medicação”.

Questionado sobre a necessidade de internação, uma vez que os exames não apresentaram problema, Edmur disse que, em seu relato, Constantino citou dores que são sintomas específicos de quem pode estar com obstrução nas coronárias. “A primeira cintilografia (imagens do coração) não mostraram obstrução, mas amanhã faremos uma nova numa situação de esforço físico”.

O médico ponderou que somente a situação de estresse poderia levar ao quadro de dores no peito, mas disse que acha muito difícil que Nenê esteja falseando sintomas de obstrução coronariana. Internado na UTI, Nenê seguirá tomando medicação pelo menos até domingo, mesmo que seus exames não identifiquem um infarto eminente.

Caso a suspeita de obstrução coronariana se confirma, uma procedimento de cateterismo terá de ser realizado.

Nenê está preso desde a noite de quarta-feira sob acusação de ter encomendado a tentativa de assassinato de seu genro Eduardo Queiroz, em 2008 . Ele foi detido enquanto participava de audiência de outro outro processo de assassinato, no qual é réu.

Trata-se da morte do líder comunitário Márcio Leonardo de Sousa Brito. De acordo com informações do Tribuanl de Justiça do DF, consta na denúncia que a motivação do crime foi o fato da vítima morar em uma invasão ao lado de uma de suas empresas. Se recusando a deixar o local, o empresário teria dado ordem para que ele fosse executado.

A defesa de Constantino foi quem pediu à Justiça que o empresário fosse levado ao hospital para exames. O advogado de Nenê ainda deve ingressar com um pedido de liberdade. O argumento a ser usado para colocar o fundador da Gol em liberdade ou em prisão domiciliar pode estar ligado a seu estado de saúde.

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