Com a crise, Governador Valadares agora tem imigrantes

A crise econômica nos Estados Unidos, que fez milhares de imigrantes brasileiros embarcarem de volta para casa, provocou também reflexos curiosos como a imigração de estrangeiros para o País. Representantes de diferentes nacionalidades estão desembarcando nas cidades do médio Vale do Rio Doce, em Minas Gerais, região que ganhou fama como o maior polo de exportação de mão de obra brasileira para os EUA.

Agência Estado |

Cidadãos de países tão diferentes quanto Filipinas e Suíça, além dos Estados Unidos, estão chegando em companhia dos imigrantes brasileiros com os quais construíram famílias lá fora. E trazem na bagagem a esperança de levar, no Brasil, uma vida mais tranquila e feliz.

"A situação está cada vez pior no meu país e, para os Estados Unidos, só quero ir para passear", conta a filipina Janet Baladjay Arruda, de 42 anos, que casou-se com o microempresário Paulo Arruda, de 49. O valadarense conheceu sua segunda mulher quando construía piscinas na Flórida e veio com ela para o Brasil há dois anos.

Grande parte da família de Janet é imigrante nos Estados Unidos. Como o Brasil, as Filipinas viram um grande número de habitantes emigrar para os EUA. Mas, a cada telefonema, as notícias da família Baladjay para Janet são menos animadoras. "Eles apenas sobrevivem nos Estados Unidos", diz Janet num português bastante compreensível.

Ao contrário da irmã, que enfrenta preconceito e dificuldade financeira nos Estados Unidos, Janet leva uma vida tranquila em Valadares. O casal mora numa confortável casa recém-construída no Vila Rica, bairro pacato de classe média. Eles vivem da locação de quatro tratores que Arruda comprou com o dinheiro que juntou em mais de cinco anos nos Estados Unidos. Ele desembarcou nos EUA pela segunda vez em fins de 2002. E agora pensa em ampliar o negócio de locação.

O suíço Hans Rüsi, de 48 anos, é outro que escolheu Governador Valadares para morar, em 2007, por causa da mulher, a agricultora Márcia Rüsi, de 38. "Os negócios no Brasil são mais difíceis do que esperava, mas não me arrependi, tenho uma paz e uma felicidade que não tinha lá", afirma, em alemão. Em um sítio a 30 km do centro de Valadares, Rüsi e a mulher, com quem tem dois filhos, trabalham no plantio de legumes e frutas sem agrotóxico. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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