Com 25 sindicatos em greve, Correios têm 40,5 milhões de correspondências atrasadas

SÃO PAULO ¿ Apesar de mais dois sindicatos terem saído da greve dos Correios nesta segunda-feira, o número de correspondências e encomendas paradas cresceu de segunda para terça-feira, de acordo com a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT). São 40,5 mi correspondência e 441 mil encomendas atrasadas. A empresa afirma que apenas 17% dos 109 mil funcionários estão parados, mas o sindicato afirma que a adesão é maior.

Redação com Agência Estado |

Dos 35 sindicatos, dez não estão mais em greve. São eles: Mato Grosso do Sul, Maranhão, Rio de Janeiro, Bahia, Rio Grande do Norte, Uberaba-MG, Santa Maria-RS, Bauru-SP, Ribeirão Preto-SP e Santos.

Nesta segunda-feira, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) decidiu não atender o pedido da ECT de considerar abusiva a greve da categoria, que já dura seis dias. Mas determinou que pelo menos 30% dos funcionários sejam mantidos trabalhando em cada uma das unidades da empresa.

O vice-presidente do TST, ministro João Oreste Dalazen, marcou para quinta-feira, às 9h30, uma audiência de conciliação entre as partes.

Os sindicatos do Maranhão e de Mato Grosso do Sul votaram nesta segunda-feira pelo fim da paralisação e pelo retorno ao trabalho. Antes que esses dois sindicatos aceitassem a proposta de reajuste salarial oferecida pela empresa, os números da ECT apontavam para uma adesão à greve de 24% dos 109 mil empregados da estatal. Diante da manutenção da greve por grande parte dos sindicatos, permanecem suspensos os serviços de entrega com hora marcada, como Sedex 10, Sedex Hoje e Disque Coleta.

Os funcionários em greve querem 41% de reposição salarial e acréscimo imediato de R$ 300 ao piso da categoria, que é de R$ 640. O governo ofereceu um reajuste de 9%, válido por dois anos, e um acréscimo salarial de R$ 100, em vigor a partir de janeiro de 2010.

Os Correios se dispõem, ainda, a aumentar o vale-alimentação de R$ 20 para R$ 21,50 neste ano e R$ 23 no próximo ano e a conceder um vale-alimentação extra nos meses de dezembro deste ano e de 2010. Os benefícios propostos pela empresa representam um impacto anual de R$ 729 milhões na folha de pagamento da ECT, que é de R$ 5,5 bilhões.

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