Colombiana Catalina Sandino quer trabalhar novamente com Walter Salles

Nova York, 9 jan (EFE).- A atriz colombiana Catalina Sandino confessou que gostaria de voltar a trabalhar com o diretor Walter Salles, como no filme Paris, Te Amo, e de atuar ao lado das estrelas Kate Winslet e Cate Blanchett.

EFE |

"Eu só quero continuar melhorando no que faço, e gostaria de dividir a cena com elas para aprender com seu trabalho", assegurou.

A atriz viajou para Cuba para conhecer Aleida March, a viúva do guerrilheiro cubano-argentino Ernesto Che Guevara, a quem interpreta no filme de Steven Soderbergh sobre o revolucionário, que estréia hoje nos Estados Unidos.

Em entrevista à Agência Efe, Sandino assegurou que, quando soube que tinha conseguido o papel no filme "Che", começou a buscar informação sobre a personagem e, por não ter encontrado quase nada publicado, decidiu entrar em contato com Aleida March e viajar para Cuba.

"Fiquei duas semanas com ela em Cuba, falando sobre a história que ela viveu. Sou muito diferente dela fisicamente e a primeira coisa que me perguntou quando eu disse que a interpretaria em um filme foi: E o que vão fazer com o seu cabelo?", lembrou a atriz colombiana.

"É uma pessoa incrivelmente forte, e muito lúcida para os mais de 70 anos que tem, nunca esquecia um nome ou uma data", disse.

"Ela me ajudou muitíssimo, principalmente nos pequenos detalhes da personagem, como, por exemplo, que roía as unhas quando ficava nervosa", acrescentou Sandino.

Para a atriz, de 27 anos, o que mais a atraiu ao interpretar o papel da viúva de Ernesto Che Guevara (1928-1967) foi entrar na pele de uma mulher da Revolução Cubana.

"Queria interpretar uma mulher guerreira, como ela, que chegou a esconder bombas debaixo da saia e sempre esteve ao lado de 'Che', arriscando a vida, por isso a nomeou sua secretária pessoal, embora nunca tenha chegado a disparar uma arma", ressaltou a atriz.

Sandino elogiou seu colega de elenco, o porto-riquenho Benicio del Toro, que interpreta Che, trabalho pelo qual venceu o prêmio de melhor ator no festival de cinema de Cannes em 2008.

"Gosto de sua seriedade, sabe o que está fazendo, tem a confiança para interpretar este papel, que fez perfeitamente. Dá-me muita tranqüilidade na tela, sempre me dava conselhos e ajudou-me muito durante as filmagens. Foi maravilhoso trabalhar com ele", disse. EFE atc/db

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