Colômbia apresenta na Suíça campanha internacional contra as drogas

Genebra, 21 out (EFE) - O vice-presidente da Colômbia, Francisco Santos, abrirá esta noite em Genebra uma exposição fotográfica que faz parte da campanha internacional antidrogas Responsabilidade Compartilhada, promovida pelo Governo colombiano.

EFE |

Santos e a ministra de Assuntos Exteriores suíça, Micheline Calmy-Rey, visitaram hoje juntos a exposição, intitulada "Uma catástrofe silenciosa", no Palácio das Nações de Genebra (sede européia da ONU), onde ficará em cartaz até 30 de outubro.

São 42 fotografias que pretendem sensibilizar o público sobre o dano causado ao meio ambiente e à biodiversidade da Colômbia e sua transformação em entorpecentes pelas plantações ilegais.

Como fez em outros países europeus nos últimos meses, Santos exporá a altos representantes dos Ministérios da Economia, Saúde, Assuntos Exteriores e do órgão suíço encarregado pela cooperação com o desenvolvimento o custo ambiental sofrido pela Colômbia como conseqüência do narcotráfico.

O vice-presidente colombiano se reunirá em Genebra e Berna com estudantes do último ano letivo e explicará a eles as ameaças ambientais representadas pelo cultivo de folha de coca e seu procedimento até transformá-la em cocaína.

Santos também dirá como eles podem assumir a co-responsabilidade nesta questão se negando a consumir drogas.

A apresentação da campanha colombiana contra o narcotráfico coincide com o centenário do Tratado de Amizade entre Suíça e Colômbia.

De maneira mais global, a campanha Responsabilidade Compartilhada visa a mostrar que o problema das drogas não afeta somente os países produtores, mas também os consumidores e os que são utilizados como rotas.

Segundo o Banco Mundial, para um hectare de coca é necessário destruir entre 2,5 e 4 hectares de florestas tropicais e calcula-se que, nos últimos 25 anos, dois milhões de hectares de florestas tenham sido arrancados por esta razão.

Além disso, os laboratórios para elaborar o entorpecente geralmente ficam perto de rios que são poluídos pelas grandes quantidades de produtos químicos utilizados. EFE is/wr/db

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