Cohab vai tirar famílias de área contaminada em SP

A Cohab, órgão habitacional vinculado à Prefeitura de São Paulo, deverá retirar as 53 famílias que vivem no conjunto habitacional conhecido como Boi Malhado, na zona norte da cidade, construído nos anos 1990 sobre um lixão desativado. A companhia não tem data para isso.

Agência Estado |

A saída seria necessária para a avaliação real dos riscos de explosão e de contaminação da área, que abriga duas escolas e um campo de futebol.

O diretor-presidente da Cohab, Marcelo Schmidt Rehder, disse que vai se reunir com a comunidade, nas próximas semanas, para definir as formas da desocupação. “E aí aguardar esse comentário da Cetesb (órgão ambiental do Estado) para aprimorarmos o laudo.” Embora a área esteja em monitoramento constante, ele reconheceu que há risco de explosão. “Mas ela ocorreria desde que em conjunto com algumas condições: o gás tem de estar confinado, em contato com oxigênio e uma faísca”, explicou.

Como alternativa à moradia, a Cohab oferece auxílio-aluguel mensal, referente a 0,7% do valor do imóvel. A companhia vem fornecendo esse auxílio desde o fim de 2007, quando a Justiça determinou a retirada das famílias. “Hoje, a Cohab tem depositados em juízo cerca de R$ 300 mil para o pagamento do aluguel, só que apenas 18 aceitaram.” Ainda segundo Rehder, essa nova reunião é uma tentativa de convencer as famílias a saírem espontaneamente, antes de ser necessário o uso de força policial.

A expectativa de Rehder é poder recuperar a área para que as famílias voltem a morar lá. “Aparentemente, está diminuindo a produção de gás. Se a gente fizer a extração e tomar algumas medidas contra a contaminação do solo, dá para remediar, mas não há prazo.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

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