O diretor do Instituto Sensus, Ricardo Guedes, atribuiu o aumento da popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a alta da avaliação positiva do seu governo ao processo de crescimento econômico. Segundo ele, o fator-chave a favor de Lula e da sua administração, na pesquisa, foi a melhoria da renda mensal do trabalhador, propiciada pelo crescimento da economia.

Para 37,8% dos entrevistas na pesquisa CNT/Sensus de abril, divulgada hoje, a renda mensal aumentou. Na sondagem anterior, realizada em fevereiro, o porcentual dos que consideraram ter havido aumento da renda foi de 29,5%, o que significa que, em dois meses, houve um salto de 8,3 pontos porcentuais na avaliação para mais.

Ricardo Guedes disse que o aumento e a consolidação da popularidade do presidente da República foram favorecidos também pela criação de empregos no País e pelos resultados de programas sociais como o Bolsa-Família. O presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Clésio Andrade, disse que a sigla "PAC" (Programa de Aceleração do Crescimento) e a movimentação política do presidente Lula pelo País inaugurando obras transmitiram uma "sensação" de eficiência do governo. Andrade enfatizou, no entanto, que isso é "apenas uma sensação, porque o Brasil ainda precisa de muito mais investimentos em infra-estrutura."

Para o presidente da CNT, os investimentos no PAC são "insuficientes". Ele destacou que o marketing em torno do programa tem sido muito bem trabalhado. "O governo investe pouco, mas capitaliza bem", afirmou Clésio Andrade. Disse ainda que "o discurso fácil do presidente também ajuda."

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