CNJ e CPI dos Grampos procuram consenso sobre interceptações telefônicas no País

O deputado Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), presidente da CPI dos Grampos, e o ministro Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), se reuniram nesta terça-feira para trocar informações sobre o número de escutas telefônicas realizadas no País.

Carol Pires, Último Segundo/Santafé Idéias |

CNJ e CPI dos Grampos procuram consenso sobre interceptações telefônicas no País

Segundo o CNJ, existem hoje 11.846 telefones monitorados por escutas no País. Já a CPI dos Grampo apurou 375 mil telefones interceptados com base nos mandados de interceptações encaminhados pela Justiça e depositados nas empresas de telefonia.

Ao divulgar os número da CNJ, no mês passado, o corregedor-nacional de Justiça, ministro Gilson Dipp, afirmou que os números de escutas eram "infinitamente menores" do que dizia a CPI. Itagiba ficou irritado com a divergência entre as informações e disse que considerava "imprópria a declaração do ministro porque não se pode comparar banana com laranja", uma vez que os dados respondiam a anos diferentes.

Segundo o deputado, os dados da CPI dos Grampos se referem ao ano de 2007, apurados em cima das informações fornecidos pelas teles. Em contrapartida, o CNJ teria divulgado dados de 2008,  que não conteriam "dados tão completos como os fornecidos pelas empresas de telefonias, porque os dados que eles receberam são oriundos dos tribunais nos Estados", explicou.

Nesta terça, após o encontro com Gilmar Mendes, Itagiba disse que irá disponibilizar ao CNJ os dados recebidos pela CPI. "Até para que eles possam trabalhar em cima desses dados, para que eles possam verificar se há algum erro ou equívoco nos dados encaminhados ao Conselho", disse.

"Vamos estar em contato. Em um curto espaço de tempo vamos ter informações precisas sobre as razoes desse divórcio", prometeu Gilmar.

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