CNJ decide se advogado do RJ precisa de terno e gravata no verão

Conselho de Justiça vai analisar pedido da OAB, que quer abolir o terno e a gravata durante o verão no Rio de Janeiro

Severino Motta, iG Brasília |

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OAB quer fim do terno e gravata no verão carioca
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) julga na manhã desta terça-feira uma ação da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional do Rio de Janeiro (OAB-RJ), contra a obrigatoriedade do uso de terno e gravata nos tribunais cariocas durante o verão.

De acordo com o presidente da OAB-RJ, Wadih Damous, a entidade tomou uma decisão administrativa e permitiu que advogados compareçam a audiências ou julgamentos com camisa e calça social, mas sem a necessidade do terno e da gravata, durante o verão carioca.

Porém, alguns juízes se negaram a julgar processos e exigiram o terno e gravata no início deste ano. “Nosso estatuto é lei e diz que a escolha da indumentária compete à OAB. Em 2010 nós conseguimos fazer audiências sem o terno. Mas no começo desse ano tivemos problemas e fomos ao CNJ para resolver a situação”, disse.

O presidente da Ordem alegou que os advogados precisam se locomover ao longo do dia e muitas vezes, entre uma audiência e outra, ficam sob o sol de 40 graus. “Imagine um advogado andando em Bangu num forte sol com sensação térmica de 50 graus. É insalubre”.

Wadih ainda disse que os juízes “trabalham bastante” mas ficam “numa sala com ar-condicionado”. Segundo ele, a OAB quer garantir o direito de advogados, desde as primeiras instâncias da Justiça do interior, ao Tribunal da Justiça Federal no Rio. “Todos, e somente no verão, devem ter o direito de ficar sem o terno e gravata”.

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