O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) definiu como trágica a situação dos sete presídios inspecionados nesta semana no Estado do Espírito Santo. As celas superlotadas obrigam, por exemplo, os presos a se revezarem para dormir.

No presídio de Argolas, em Vila Velha (ES), há 140 detentos, 105 além da capacidade da unidade. A grande maioria é mantida ali por furto simples e receptação. Segundo o CNJ, um delegado informou que o Ministério Público jamais visitou o local e que nenhum preso recebeu assistência da Defensoria Pública.

O quadro verificado na Cadeia de Vila Velha levou o CNJ a pedir à Secretaria da Saúde do Espírito Santo que providencie atendimento médico para os presos. Em uma cela com capacidade para 30 pessoas, o auxiliar da presidência do CNJ, Erivaldo Ribeiro, constatou a manutenção de 256 detentos. O juiz afirmou que os presos estariam sob risco de contrair tuberculose. Nos últimos dois meses, dois morreram dentro da cela por infecção generalizada. Os resultados da inspeção serão reunidos num relatório, cujo destino será a Corregedoria Nacional de Justiça.

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