O processo de apuração de denúncias de irregularidades no Senado deve ser levado adiante, mas não pode paralisar os trabalhos da Casa, afirmou o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto. Ele sugeriu que os líderes dos partidos fechem um pacto em torno de uma agenda mínima de projetos para serem votados neste segundo semestre.

"Não nos cabe interferir na crise do Senado, que deve ser resolvida pelo próprio Senado, mas não é possível que o processo de apuração de denúncias na Casa, que deve ser levado adiante, implique absoluta paralisia dos seus trabalhos legislativos", discursou Monteiro Neto, em encontro promovido pela CNI num hotel de Brasília sobre a atuação da entidade no Congresso e a regulamentação do lobby no País.

Monteiro Neto apresentou quatro dos principais projetos que tramitam no Congresso, cuja aprovação é defendida pela CNI: o que cria nova lei de licitações, o que institui o Cadastro Positivo, o que reestrutura o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e o que define os direitos do contribuinte.

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