CNI: confiança no presidente Lula sobe de 68% para 73%

A confiança no presidente Luiz Inácio Lula da Silva subiu de 68% em junho para 73% em setembro, segundo a pesquisa CNI/Ibope, divulgada hoje. A melhora na avaliação ocorreu depois de dois levantamentos em que o índice se manteve estável.

Agência Estado |

De acordo com a CNI/Ibope, a avaliação de setembro é a terceira melhor da série histórica, inferior apenas aos 80% registrados em março de 2003 e os 76% de junho do mesmo ano.

O porcentual daqueles que não confiam no presidente Lula caiu de 29% em junho para 23% em setembro. A pesquisa revelou também que aumentou o número de entrevistados que consideram o segundo mandato melhor do que o primeiro. Passou de 40% em junho para 48% em setembro. Por outro lado, o total daqueles que avaliam o segundo mandato como pior do que o primeiro passou de 20% para 11%. E a variação dos que consideram igual o desempenho nos dois mandatos passou de 38% para 39%.

A pesquisa CNI/Ibope detectou ainda que a aprovação dos brasileiros ao aumento da taxa básica de juros (Selic) passou de 31% em junho para 36% em setembro. Apesar disso, o índice ainda é inferior ao de desaprovação, que ficou em 55% em setembro, ante 61% em junho. No entanto, a maioria dos entrevistados aprova o governo Lula no combate à inflação: a variação foi de 41% em junho para 52% em setembro, enquanto que a desaprovação no combate à inflação caiu de 53% para 41%.

Economia

O diretor de Relações Institucionais da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Marco Antônio Guarita, disse que três fatores foram importantes para a avaliação positiva e recorde, em alguns casos, do governo e do presidente Lula. Ele afirmou que a principal variável é o bom desempenho da economia que está crescendo a taxas superiores às expectativas do início do ano, o que reflete no mercado de trabalho e reduz o desemprego.

Outro fator, na avaliação de Guarita, é a desaceleração dos índices de inflação nos últimos dias, o que deixou a população mais otimista com a inflação futura. E por último, disse o diretor, é o otimismo da população em relação ao potencial de exploração do petróleo na camada do pré-sal - localizada abaixo do leito marinho.

"Numa economia crescendo e com a inflação revertendo sua trajetória de alta, a perspectiva de um impacto estrutural na economia brasileira é a terceira variável que explica essa melhoria expressiva em todos os itens da pesquisa", disse o diretor da CNI. Segundo ele, a crise financeira internacional ainda não afetou a avaliação da população no cenário econômico.

Noticiário

Mas Guarita lembra que, embora a crise tenha ganhado novas dimensões nos últimos dias, ela já era de conhecimento da população no momento em que foi realizada a pesquisa CNI/Ibope de setembro. Apesar de não influenciar no resultado, a crise internacional foi anotada por alguns entrevistados quando questionados sobre as notícias mais lembradas sobre o governo Lula.

Porém, as notícias mais citadas foram a extração do petróleo na camada do pré-sal, a descoberta de uma nova bacia de petróleo em Santos e o anúncio da bacia de Tupi, as viagens do presidente Lula, o aumento no valor do Bolsa-Família, a redução da inflação e a acusação de que órgãos do governo - Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e Polícia Federal (PF) - teriam participado de operações para instalação de grampos em telefones de autoridades.

O levantamento revelou que aumentou de 24% em junho para 36% em setembro a percepção dos entrevistados de que o noticiário está mais favorável para o governo e caiu de 24% para 13% aqueles que consideram o noticiário mais desfavorável ao governo. O porcentual daqueles que acham o noticiário neutro em relação ao governo Lula caiu de 37% para 34%.

A pesquisa CNI/Ibope foi realizada de 19 a 22 de setembro e ouviu 2.002 entrevistados, em 141 municípios do País. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, para baixo ou para cima.

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