BELÉM - A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) pediu, em nota divulgada nesta quinta-feira, investigação e proteção a Dom Erwin Krautler, da Prelazia do Xingu, Dom José Luiz Azcona Hermoso, da Prelazia do Marajó, e Dom Flávio Giovenale da Diocese de Abaetetuba, ameaçados de morte no Pará.

Segundo a entidade, os religiosos estariam sofrendo perseguição e ameaça de morte por seu trabalho de defesa aos índios e da floresta amazônica.

"Qualquer agressão a eles atinge a todos nós, seus irmãos no ministério episcopal, e ao povo a quem servem com destemido zelo e corajosa profecia, afirmam os bispos. 

Na nota, a CNBB exige "das autoridades competentes investigações sérias e proteção para os ameaçados. Sua vida é preciosa para o povo que defendem e para nós que lhes somos solidários".

As ameaças, segundo Dom Erwin, são feitas por telefonemas, cartas anônimas, e-mails e até artigos de jornal. No dia 26 de fevereiro, um policial paraense ouviu uma conversa entre dois homens que se referiam ao prêmio a ser pago pela execução de d. Erwin: R$ 1 milhão.

O bispo do Xingu, que também é presidente do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), organismo vinculado à CNBB, atribui as ameaças que vem recebendo à sua atitude em defesa da preservação da Amazônia e dos direitos dos índios. "Não me perdoam também a cobrança de punição dos assassinos da irmã Dorothy Stang e minhas críticas à construção da Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu", afirmou Dom Erwin.

Veja a nota da CNBB na íntegra 

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