CNBB defende aprovação de projeto sobre ficha-limpa

O presidente da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), D. José Geraldo Lírio Rocha, defendeu pressa na aprovação pelo Congresso do projeto que impede que se candidatem a cargos eletivos os políticos que já tenham sido condenados pela Justiça em 1ª instância.

Agência Estado |

D.José Geraldo disse que é importante que o projeto, apresentado com mais de um milhão e meio de assinaturas, seja aprovado a tempo de as novas regras vigorarem em 2010.

"Nos preocupa muito e causa estranheza a demora do Congresso em apreciar a questão e não tê-la colocado na pauta. Fazemos aqui um apelo para que apressem a votação do projeto para impedir que os corruptos voltem à cena e essas regras já vigorem nas eleições do próximo ano", disse.

O presidente da CNBB também defendeu a apuração rigorosa e rápida das denúncias de envolvimento em um esquema de corrupção que seria comandado pelo governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda. "A CNBB entende que as denúncias feitas com imagens eloquentes têm de ser apuradas de forma rigorosa e rápida", defendeu. Acrescentou que se as denúncias forem comprovadas, "não haverá outra saída e se torna insustentável a manutenção do governador no cargo". Para ele, "a investigação tem que ser rápida e transparente".

Sobre as manifestações ocorridas nos últimos dias favoráveis ao impeachment de José Roberto Arruda, D. José Geraldo Lírio afirmou que "é preciso garantir a liberdade de manifestação". Ressaltou que a manifestação deve ser feita de "forma civilizada, democrática e com respeito, sem atitudes violentas ou vandalismos". Segundo ele, "disciplinar manifestações não significa que esta deva ser combatida com violência". E completou: "repudiamos a violência. É preciso que não haja excesso de lado a lado".

Na entrevista, o presidente da CNBB evitou condenar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelas declarações dadas ontem no Maranhão, quando disse um palavrão para enaltecer uma ação de seu governo na área de saneamento básico. "Pode ter sido um ato espontâneo. Prefiro minimizar. Não me julgo no direito de condenar ninguém", disse.

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