O general Sérgio Augusto de Avelar Coutinho disse hoje, em seminário realizado no Clube Militar no Rio de Janeiro, que não qualificaria o ministro da Justiça, Tarso Genro, como terrorista no período da ditadura militar no Brasil. O general respondia a uma pergunta da platéia, integrada basicamente por militares da reserva.

Coutinho afirmou também que o ministro da Secretaria de Direitos Humanos, Paulo de Tarso Vannuchi, foi preso em um aparelho da Aliança Libertadora Nacional (ALN), em São Paulo, em 1971 e condenado a quatro anos de prisão. "Não conheço dele nenhum ato terrorista em si, mas participava da organização, esta sim extremamente terrorista", disse o general.

Mais cedo, o coronel Sergio de Avellar Coutinho listou diversos atentados que teriam acontecido durante a ditadura por parte de militantes de esquerda, dentro do que chama de "organizações terroristas". Em mensagem dos presidentes dos clubes Naval, Militar e da Aeronáutica lida durante o evento, o presidente do Clube Militar, Gilberto Barbosa de Figueiredo, diz que há uma "estranha afeição dos companheiros do ministro com o seqüestro e os seqüestradores, um dos crimes mais infames, ao lado da tortura que o ministro tanto abomina".

O Coronel Avellar disse que a lei da anistia "não cita os nomes de terroristas que ensangüentaram nosso País, matando mais de 100 inocentes". Segundo ele, "todos sabem quais são, muitos dos quais estão ocupando cargos importantes no governo". O deputado Jair Bolsonaro (PP) disse em entrevista que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva "é conivente com a declaração de Tarso Genro porque não toma providência nenhuma".

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