BRASÍLIA - O deputado federal Clodovil Hernandes (PR-SP) afirmou estar confiante de que não terá o mandato cassado por infidelidade partidária, em julgamento previsto para a noite desta quinta-eira no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O parlamentar argumentou que os votos obtidos nas eleições de 2006 se deveram exclusivamente ao seu prestigio pessoal.

"Tenho certeza de que 500 mil votos não podem pertencer ao partido e, sim, à pessoa, disse Clodovil, ao deixar o Supremo Tribunal Federal (STF), onde esteve no intervalo da sessão plenária.

O pedido de perda do mandato, que será julgado pelo TSE, foi feito pelo Partido Trabalhista Cristão (PTC), legenda pela qual o deputado foi eleito em 2006, mas da qual ele se desfiliou posteriormente, para ingressar no Partido da República (PR). Clodovil alegou que mudou de partido porque foi perseguido e por total conduta anti-ética da sigla partidária a que pertencia.

O parecer do Ministério Público Eleitoral (MPE) é pela cassação do mandato. Para o MPE, o parlamentar não comprovou nenhuma perseguição ou discriminação pessoal, que justificasse o rompimento com o partido. Além disso, o MPE destacou que não existe a figura do candidato avulso no ordenamento jurídico brasileiro.

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