As clínicas particulares poderão vacinar qualquer pessoa contra o vírus da gripe A (H1N1). A informação é do ministro da Saúde, José Gomes Temporão, ao explicar hoje que o governo vai recomendar a essas clínicas que priorizem a imunização de pessoas que estão nos grupos definidos como de risco.

O ministro não tem ideia de quanto irá custar a vacina nas clínicas privadas. "Vamos recomendar que as clínicas privadas acompanhem as mesmas prioridades que o Ministério da Saúde", afirmou Temporão. Ele disse, no entanto, que as clínicas particulares não estão proibidas de vacinar contra o vírus da gripe A pessoas que estão fora do grupo definido pelo governo. As clínicas já podem importar vacinas contra a gripe A de dois laboratórios estrangeiros.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concedeu registro para duas vacinas contra o vírus H1N1 serem comercializadas no Brasil. Uma das vacinas é produzida pelo laboratório Glaxo Smith Kline (GSK) e a outra pelo Sanofis-Pasteur. As vacinas precisam apenas passar pelo controle da inspeção sanitária ao entrarem no Brasil.

Ao todo, o Ministério da Saúde comprou 83 milhões de doses de vacinas contra a gripe A. Foi gasto R$ 1 bilhão com essa compra dos laboratórios GSK (40 milhões de doses), do Instituto Butantan (33 milhões de doses) e do Fundo Rotatório de Vacinas da Organização Pan Americana de Saúde (Opas). O governo espera vacinar 62 milhões de pessoas em quatro etapas.

Das 83 milhões de doses, 13 milhões ficarão como reserva técnica para a eventual necessidade de ampliação do grupo a ser vacinado pelo governo. "Não sabemos o que vai acontecer e pode ser que seja necessário ampliar o público a ser vacinado e, por isso, temos de ter estoque", disse Temporão. A estimativa é que outros seis milhões de doses sejam desperdiçados no momento da manipulação da vacina. Além disso, o governo brasileiro vai doar mais de um milhão de doses.

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