Clima seco favorece proliferação de hantavirose em SP, diz pesquisa

Estudo da Universidade de Campinas (Unicamp) e da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo estabeleceu relação entre a epidemiologia da hantavirose e as condições climáticas que contribuem para a alta da população de roedores silvestres que contaminam seres humanos, informou a Agência Fiocruz. No Estado de São Paulo, os pesquisadores perceberam aumento na incidência da doença durante os meses de seca.

Agência Estado |

Os cientistas, que publicaram artigo nos Cadernos de Saúde Pública da Fiocruz, realizaram a pesquisa no Estado de São Paulo, um dos mais afetados pela hantavirose, com 11,6% dos casos no País. A faixa litorânea e as regiões de São Carlos, Ribeirão Preto e Tupi Paulista/Adamantina, no oeste do Estado, foram selecionadas por terem maior concentração de casos.

Os pesquisadores observaram que um dos responsáveis pela transmissão da doença, o Bolomys lasiurus , aumenta na época de seca, entre maio e outubro, quando, por causa de colheitas na região, há maior disponibilidade de alimentos aos roedores. Nesse período também aumenta o contato dos animais com trabalhadores do campo, levando à maior incidência de hantavirose.

A hantavirose, explicou a Agência Fiocruz, é transmitida ao homem pela inalação de partículas de urina, fezes ou saliva de roedores silvestres quando esses animais estão presentes em ambientes domésticos ou de trabalho. O deslocamento da população de roedores, provocado por fatores ambientais como inundações, queimadas e desmatamentos também ajudam a disseminar a doença.

AE

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