Cistite é mais comum nas mulheres, dizem especialistas

Se você nunca teve, certamente já ouviu falar em cistite. Trata-se de uma inflamação na bexiga, muito mais comum em mulheres do que em homens.

Agência Estado |

"Esse problema é provocado pela própria anatomia da mulher. A uretra feminina é mais próxima do reto do que a uretra masculina", explica Jorge Souen, professor associado da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

De acordo com Souen, as fezes possuem germes que são infectantes. "São as bactérias. Uma delas é a Escherichia coli", afirma. Depois de contaminada, a mulher passa a ter sintomas como ardência e dor para urinar, mas continua com vontade de fazer xixi; sente dores no baixo ventre e, às vezes, apresenta um pouco de sangue na urina.

Segundo Mayka Volpato, coordenadora da equipe de ginecologia do Hospital São Luiz Morumbi, na capital paulista, quando a paciente revela esses sintomas, o médico já pode constatar que ela está com cistite. "Mas é preciso fazer um exame de urina para afastar outras possibilidades", afirma. "Pode ocorrer uma infecção também por doença venérea, como gonorréia, clamídia e uretrite, que provocam os mesmos sintomas da cistite", complementa Souen.

De acordo com Mayka, há mulheres que têm cistite crônica e aquelas com maior predisposição à cistite. "Mas também há aquelas que tomam pouca água e seguram o xixi por muito tempo, o que não é aconselhável", alerta a médica, que dá dicas para evitá-la. "É preciso tomar de dois a três litros de água, evitar ficar segurando o xixi e urinar após a relação sexual", ensina a especialista. Segundo Mayka, o tratamento para cistite é feito à base de antibióticos e analgésicos. "Se não for tratado, esse problema leva à infecção dos rins", enfatiza.

AE

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