Cirurgia com robô faz um ano amanhã e registra 300 pacientes operados

Um robô que faz parte da rotina de três hospitais de ponta de São Paulo - Sírio-Libanês, Albert Einstein e Oswaldo Cruz - faz amanhã um ano de prática cirúrgica. De lá para cá, cerca de 300 pacientes foram operados pelo Da Vinci - nome do robô.

Agência Estado |

Mais precisas e seguras, porém duas vezes mais caras, essas intervenções cirúrgicas conquistaram os profissionais, mas não os planos de saúde. Só para ter o robô na equipe, o hospital desembolsa cerca de R$ 3,6 milhões.

O Da Vinci é um aparelho com seis braços. É preciso fazer curso de especialização de no mínimo 48 horas para administrá-lo. No Sírio-Libanês já foram realizadas 86 cirurgias robóticas. Lá, foi montado o primeiro centro de treinamento de cirurgia robótica. “Para o próximo curso já temos 60 médicos cadastrados. A proposta é que, além dos procedimentos, também façamos pesquisas sobre novas cirurgias com robôs”, diz Marcelo Cerdan, cirurgião responsável pelo centro de treinamento da unidade.

No Oswaldo Cruz, foram 90 procedimentos realizados em 6 meses. O cirurgião responsável pela área, Joaquim José Gama-Rodrigues, diz que o principal diferencial da cirurgia é a visão amplificada proporcionada pelo robô e a movimentação bidimensional das pinças. Na próxima semana, o urologista José Roberto Colombo Júnior, que participou da maioria das mais de 130 cirurgias realizadas no Albert Einstein, vai a um congresso em Orlando apresentar os principais benefícios da cirurgia robótica urológica.

“Para o paciente, com a precisão do robô, a cirurgia afeta menor quantidade de nervos, o que diminui muito os danos na função erétil”, diz Colombo Júnior. “Mas os planos de saúde ainda têm total resistência em oferecer cobertura dos custos”, lamenta o urologista. “Por ser novidade, as operadoras ainda não perceberam que vão gastar menos com tempo de internação e não abatem do preço.”

AE

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