Cirque du Soleil comemora 25 anos com espetáculo dirigido por Déborah Colker

MONTREAL ¿ O famoso Cirque du Soleil vai comemorar seu 25º aniversário com um espetáculo chamado Ovo, que será dirigido pela coreógrafa brasileira Déborah Colker e terá ritmo de samba, forró e bossa-nova.

AFP |

Divulgação

"Ovo" estreou primeiro em Montreal, no Canadá

Trupe de saltimbancos criada no Quebec em 1984, o Cirque du Soleil se tornou uma multinacional do entretenimento com sedes em Las Vegas, Tóquio e Macao. Para a festa deste ano, criou este espetáculo que terá como tema central o mundo dos insetos, muito ritmo e acompanhamento de uma orquestra animada.

Lançado em abril sob uma enorme tenda em amarelo e azul no Vieux-Port de Montreal, "Ovo" conta as peripécias de um ovo desconhecido que caiu no meio de uma multidão de "insetos" que ficam preocupados com este elemento estranho que veio lhes tirar o sossego.

Este é o 25º espetáculo do Cirque du Soleil, empresa que atraiu cerca de 11 milhões de espectadores em 2008 e cujo valor foi estimado pela revista Forbes em 3 bilhões de dólares.

Fiel à sua receita de sucesso, a trupe do Quebec fundada por Guy Laliberté, um especialista em pirotecnia, mantém os ingredientes clássicos do circo, misturados a uma dramaturgia trabalhada.

Durante uma hora e meia, os acrobatas dançam o espetáculo de um dia na vida dos artrópodes (crustáceos, insetos), com a história de dois personagens, uma joaninha e um outro inseto engraçado.

Os maravilhosos números do trapézio representam a dança dos besouros, as performances das malabaristas reproduzem os movimentos sincronizados e minuciosos das formigas, enquanto a dança de dois artistas suspensos a uma corda lembra a marcha nupcial de duas aranhas.

"Ficamos o mais perto possível do tema dos insetos: com a escolha de números acrobáticos, saltos, contorções, etc..", disse à AFP Chantal Tremblay, diretora de criação e mãe de "Ovo".

O espetáculo será apresentado por 53 artistas de 13 nacionalidades diferentes. Em 25 anos, o Cirque du Soleil se impôs como um dos maiores empregadores internacionais no ramo do circo, com uma equipe que percorre permanentemente o planeta a procura dos melhores saltimbancos.

Chineses, russos, americanos, canadenses ou belgas, 40 nacionalidades são assim representadas entre as 4.000 pessoas, das quais 1.000 artistas, empregadas por esta empresa de Montreal.

Com a fortuna arrecadada, as condições das turnês foram melhorando. Os artistas são acompanhados por terapeutas especializados, massagistas e até professores, encarregados da educação dos menores.

"Não dormimos mais em caravanas, dormimos agora em ótimos hotéis, mas guardamos o lado saltimbanco", disse Tremblay.

Como as grandes marcas que têm de se apresentar nas mais belas capitais, o Cirque du Soleil marcou 11 espetáculos fixos em lugares de entretenimento, de Las Vegas à Disney World na Flórida, passando por Nova York, Macao, Tóquio e logo Dubai.

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