recall de mandato na reforma política - Brasil - iG" /

Ciro Gomes sugere recall de mandato na reforma política

O deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) afirmou hoje que não vê chance de a reforma política ser aprovada no Congresso no curto prazo e defendeu uma proposta idealizada para vigorar daqui a três ou quatro eleições. A atual representação política inteira é eleita na institucionalidade em vigor, constatou.

Agência Estado |

"Em nome de que se vai mudá-la?", questionou, propondo incluir, na reforma, a possibilidade de "recall" dos mandatos dos eleitos, que poderiam ser desconstituídos sob determinadas circunstâncias. O governo federal entregou hoje aos presidentes da Câmara, Arlindo Chinaglia, e do Senado, Garibaldi Alves, sugestões para uma proposta de reforma política.

Apesar de demonstrar pessimismo com as chances de aprovação da reforma, Ciro considerou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está "cumprindo sua obrigação" ao apresentar sugestões ao Congresso. "Nós abrimos essa legislatura com esse debate", recordou. Apesar de "riquíssima", a discussão terminou sem consenso, segundo ele. Por isso, disse defender uma reforma para daqui a três ou quatro eleições - o que teria mais chances de passar, em sua visão - ou enviar a proposta para um plebiscito.

Eleições presidenciais

Ao abordar uma possível candidatura à Presidência da República em 2010, Ciro novamente não negou nem assumiu a hipótese. "Quem já foi candidato a presidente duas vezes não pode andar por aí dizendo que não é candidato, sob pena de não respeitar a dignidade das pessoas", respondeu. "Porém, um cara como eu, que acumula 30 anos de experiência na vida pública, entre essas experiências duas candidaturas à Presidência, não pode assumir uma candidatura a dois anos da data", completou o deputado, que participou hoje de atividade de campanha junto com a candidata do PC do B à prefeitura de Porto Alegre, Manuela D'Ávila. Além da capital, o deputado participará amanhã de campanhas de seu partido e de aliados em municípios da região metropolitana da capital gaúcha.

Para o deputado, os fatos "embrionários" do cenário eleitoral de 2010, com base nas pesquisas, apontam para cinco nomes: os governadores de São Paulo, José Serra (PSDB), e de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), o da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, o da ex-senadora Heloísa Helena (PSOL) e o seu próprio. "Sempre poderá acontecer outro fato, mas o que podemos ver é que a sucessão presidencial, nas suas preliminares, está desenhada ao redor destes cinco nomes, principalmente."

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG