Ciro Gomes admite refletir sobre candidatura em SP

SÃO PAULO (Reuters) - O deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE), que participou nesta quinta-feira de congresso de metalúrgicos filiados à Força Sindical, afirmou que uma possível candidatura sua em São Paulo no ano que vem é especulação, mas admitiu que está refletindo sobre a opção e que ainda não tem prazo para se definir. Estou pensando, disse Ciro a jornalistas. Isto está no plano rigoroso da especulação. Não se sabe se será um fato ou se vai se esmaecer em especulação, reagiu, afirmando que prefere disputar a presidência do país, como fez em 1998 e 2002.

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A única posição que rechaçou foi a de vice em uma chapa com a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil, PT) para a sucessão presidencial. "Ninguém é candidato a vice, a discussão não é pertinente", disse.

O deputado, nascido em Pindamonhangaba (SP) com carreira no Ceará, onde foi governador, adiantou que vai levar algum tempo para se decidir. "Não tenho nada marcado. Vai levar um tempo para pensar porque estava fora dos meus planos."

Ciro afirmou que há dois grupos com interesses diversos sobre sua postulação em São Paulo. Sem citar nomes, disse que um deles tem interesses mesquinhos e quer tirá-lo da disputa presidencial. O outro é composto por pessoas de boa fé que querem propor uma alternativa para o Palácio dos Bandeirantes.

Apesar de não ter citado, fazem parte do segundo grupo os deputados Paulo Pereira da Silva, o Paulinho (PDT-SP), presidente da Força Sindical, e Márcio França (SP), presidente do PSB-SP.

Para Paulinho, Ciro seria o nome indicado para a aliança, que seria composta por PT, PDT, PSB e PCdoB. "Ciro só não sai candidato se o PT não quiser", disse o deputado.

O nome de Ciro na disputa paulistana atingiu de frente o PT, que tem pelo menos seis postulantes a candidato, mas nenhum ainda suficientemente forte para tirar a vaga do PSDB, há 14 anos no comando do Estado.

O PT marcou para segunda-feira uma reunião para discutir a candidatura.

Ciro considera legítima a reação de integrantes do PT paulista. "O PT faz muito bem, porque senão não seria o PT."

Após a saída de Ciro, o senador Aloizio Mercadante (SP), líder do PT, participou do Congresso dos Metalúrgicos e disse que é legítima a iniciativa do deputado.

"Entendo que o PSB tem todo o direito de apresentar o nome de Ciro Gomes ao PT, assim como o PT tem o direito de apresentar seus nomes ao PSB. Juntos vamos encontrar uma solução", disse Mercadante.

O PSB, apesar de fazer parte da base do governo Lula, em São Paulo é aliado do governador José Serra (PSDB), desafeto de Ciro, que teria a missão de desbancar a hegemonia tucana em São Paulo. Pelo PSDB, estão no páreo o ex-governador e secretário estadual de Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, e o secretário da Casa Civil, Aloysio Nunes Ferreira.

(Reportagem de Carmen Munari)

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