O deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) avalia que a absolvição do ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci pelo Supremo Tribunal Federal (STF) não interfere na decisão que ele precisa tomar entre disputar a Presidência ou o governo de São Paulo nem altera o quadro paulista. Para Ciro, a base aliada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva já esperava a absolvição no Supremo.

As declarações foram dadas ontem, após Ciro participar do 10º Congresso Estadual do PSB cearense, no qual o irmão dele, o governador do Estado, Cid Gomes, foi eleito presidente da legenda para os próximos três anos.

Ciro reafirmou que por sua vontade será candidato a presidente da República. "Candidato eu sou a presidente", disse. Porém, ele manteve o dia 20 de setembro como data-limite para transferir ou não o domicílio eleitoral para São Paulo, o que deixaria as duas possibilidades em aberto até março e abril. "Essa cogitação por mais que eu explique ninguém quer entender na imprensa. Há um apelo. Eu não tenho essa vontade, não me preparei para isso, não desejo isso embora me considere bastante honrado pela lembrança", afirmou.

"O que tem: alguns companheiros do PT, entre eles o presidente Lula, e alguns companheiros do PSB, o meu partido, me pediram para examinar essa situação. Qual seja: transferir o título e decidir, em março ou abril do ano que vem, se saio dali candidato a presidente da República ou, eventualmente, ser uma ferramenta de reunião das bases do governo Lula em São Paulo, que está numa crise hoje. Eu não desejo isso", explicou Ciro. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo .

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