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Ciro avisa ao PT que PSB não é sublegenda

O deputado federal e pré-candidato à Presidência da República Ciro Gomes (PSB-CE) abriu a entrevista coletiva com os jornalistas amapaenses hoje em Macapá avisando que ia elogiar os amigos e falar mal dos inimigos. Ele elegeu o PSDB como o grande inimigo e, apesar de aliado, mandou ao PT um recado: Nós não somos uma sublegenda.

Agência Estado |

" Os elogios foram para Marina Silva (PV), a quem chamou de "irmãzinha".

Ciro reafirmou que está na disputa pela Presidência e que, antes de tomar essa decisão, conversou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de quem ouviu a orientação para mudar seu domicílio eleitoral para São Paulo, mas que a decisão coube ao PSB. "O partido entendeu que pra ser um bom presidente da República eu teria que aprofundar minhas relações com São Paulo, que é o Estado mais importante sob certos critérios, como economia e cultura", disse. Ele negou que essa mudança de domicílio faça parte de um plano B para ser candidato ao governo de São Paulo caso sua candidatura à Presidência não se consolide.

Ao falar sobre parte do PT que defende sua candidatura ao governo paulista, o deputado mandou um recado aos petistas: "É sempre muito gratificante ver os companheiros do PT fazerem insistentemente menções ao meu nome, dizendo que eu deveria fazer isso ou aquilo, mas quero lembrar que eu sou do PSB e o PSB é um partido e não uma sublegenda".

Ciro descartou ser vice da ministra-chefe da Casa Civil e virtual candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, e disse que sabe que o PT já está negociando essa vaga com o PMDB. Ele não condenou o presidente Lula por fazer alianças com o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP) ou com o senador Renan Calheiros (PMDB-AL). Disse que, depois do escândalo do mensalão, o PT perdeu "um pouco" do idealismo e essas alianças foram necessárias para garantir a governabilidade, e adiantou que em sua campanha à Presidência da República vai pregar a renovação do Congresso Nacional, "para acabar com esse ninho de ratos".

Ciro Gomes acusou o PSDB de ter destruído o Brasil. "O marco de economia que eles (o governo Fernando Henrique Cardoso) implantaram destruiu o País." E avaliou que o Brasil quebrou três vezes, passou sete anos sob domínio do FMI, houve o apagão no setor elétrico, se perdeu um terço dos mestres e doutores do ensino público superior e se perdeu 70% das estradas. Na opinião dele, a maior vítima do governo FHC foi a Amazônia, seguida da região Nordeste. A política implantada pelo PSDB, segundo Ciro, fez muito mal a todos os pobres do Brasil e sob o ponto de vista territorial eliminou qualquer expectativa de superação dos desequilíbrios regionais. "Eu não vou deixar que eles enganem o povo de novo", disse.

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