Circulação de fretados será limitada na Paulista

A Secretaria Municipal de Transportes restringirá a circulação de ônibus fretados nas principais avenidas de São Paulo. A medida, planejada pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e São Paulo Transporte (SPtrans) - empresa que gerencia o transporte público municipal -, começará a ser implementada em dois meses.

Agência Estado |

Já está definido que a restrição será adotada na Avenida Paulista, por onde passam cerca 200 veículos do tipo em horário de pico.

Segundo a Secretaria, a circulação de ônibus fretados pelos 2,8 quilômetros da Paulista será "restringida ao mínimo necessário", com o deslocamento dos veículos para vias alternativas. As ruas paralelas, como a Alameda Santos, terão um limite de ônibus por hora para que não haja sobrecarga.

Além de estabelecer horários para o tráfego de fretados, a Prefeitura promete criar pontos específicos de parada para evitar congestionamentos. A restrição nas Avenidas Faria Lima e Juscelino Kubitschek está nos planos. A fiscalização das novas regras será reforçada com a instalação do sistema de GPS nos ônibus.

Desde o ano passado, as empresas de fretamento estão abastecendo os técnicos da Prefeitura com relatórios sobre itinerários, horários e número de passageiros. Os dados vão nortear a medida.

O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros por Fretamento de São Paulo (Transfretur) não se opõe à restrição de circulação em "algumas avenidas", mas critica a extensão da medida às vias paralelas, como no caso da Paulista. "Nossa atividade tem uma função na cidade, porque cada ônibus de fretamento tira, em média, 19 carros da rua", disse o diretor executivo do Transfretur, Jorge Miguel dos Santos. Pesquisa realizada pela entidade mostra que 75% dos passageiros dos fretados têm carro. "Precisa organizar, estabelecer regras de paradas e tirar os ilegais da rua."

Hoje, a circulação de fretados já é proibida em algumas avenidas, como a João Dias e a Nove de Julho. Na Paulista, no sentido Consolação, eles também não podem passar entre as 7 e 10 horas. Na capital, circulam 5.257 fretados por dia.

Os ônibus fretados e caminhões estão proibidos de estacionar desde segunda-feira nas principais vias dos centros comerciais de Barueri, Alphaville e Tamboré, na Grande São Paulo. O motivo da restrição, segundo a prefeitura de Barueri, é manter o crescimento organizado da cidade. Os coletivos, diz a prefeitura, quando saíam da cidade "deixavam lixo, restos de comida, manchas de óleo, árvores quebradas e outros resíduos, comprometendo a qualidade de vida". Os que desrespeitarem as regras serão multados em R$ 127,69.

A medida afeta 400 coletivos que transportam cerca de 17 mil trabalhadores. São ônibus que saem da capital, litoral, ABC e interior e deixam os funcionários nas empresas. Depois que eles desembarcavam, os coletivos estacionavam nas vias até o fim do horário comercial. A restrição revoltou motoristas e empresários. "Somos nós quem trazemos as pessoas para trabalhar e a opção que a prefeitura nos dá é parar fora de Barueri", diz Vanderlei Antonio Brassol, dono da empresa BVA, que transporta 160 pessoas em quatro linhas do ABC. "O custo mensal de cada ônibus é de R$ 4 mil. Se fizer o vaivém, o custo dobra", explica. A prefeitura descarta a possibilidade de construir estacionamentos.

Donos de automóveis aprovaram a medida. "Antes a gente tinha de chegar às 7 horas para conseguir vaga porque, se passasse das 8h30, não tinha mais onde estacionar", conta o administrador Vitorio Trenti.

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