Cinzas vulcânicas permanecem sobre parte do Rio Grande do Sul

Meteorologistas dizem que material, que estava em alto mar, regressou ao Estado no sábado. Tendência é que nuvem seja menos densa

AE |

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Pelo segundo dia seguido, ao contrário do que informa a Força Aérea Brasileira (FAB), meteorologistas afirmam que a nuvem de cinzas do complexo vulcânico Puyehue-Cordón Caulle, no Chile, ainda estão sobre o território gaúcho. A informação se baseia na leitura de imagens de satélite em alta resolução da NASA (agência espacial norte-americana). 

A empresa de meteorologia MetSul informou, na tarde deste domingo, que ainda há resquícios das cinzas sobre o litoral norte gaúcho e o sul de Santa Catarina. O material, que estava em alto mar, regressou ao RS na manhã deste sábado trazido por ventos em alto mar.

Conforme projeções das dispersões vulcânicas, uma nova nuvem expelida nesse final de semana no complexo vulcânico Puyehue-Cordón Caulle deve chegar a Buenos Aires (Argentina) e Montevidéo (Uruguai) ainda nesta segunda-feira. As cinzas podem entrar novamente em território gaúcho entre segunda e terça-feira.

Devido à diminuição da intensidade de erupção nos últimos dias, a tendência é que essa nova nuvem seja menos densa do que a que fechou os aeroportos no final da semana passada. "Mas pode provocar mais transtornos nos aeroportos da Argentina e Uruguai, e não se descarta conseqü;ências no tráfego aéreo no Sul do Brasil", destaca meteorologista Luiz Fernando Nachtigall . 

Neste domingo, o Aeroporto Internacional Salgado Filho não registrou transtornos. Segundo a Infraero, das 76 partidas programadas entre as 0h e as 19h05min, oito atrasaram e nenhuma foi cancelada. Entre as 63 chegadas previstas, dez atrasaram e apenas uma foi cancelada.

A assessoria da FAB não foi localizada pela reportagem para comentar os novos dados.

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