Cinzas de vulcão não devem avançar pelo País, diz FAB

Segundo a Força Aérea Brasileira e o Instituto Nacional de Meteorologia, ventos levam cinzas para o oceano e não para o continente

iG São Paulo |

A nuvem de cinzas do vulcão chileno, que voltou a atingir nesta segunda-feira a Argentina, o Uruguai e uma parte do município brasileiro de Chuí, no extremo Sul, deve ficar restrita à região.A informação foi repassada pela Força Aérea Brasileira (FAB) com base em boletim emitido pelo Volcanic Ash Advisory Centers da Argentina, instituto responsável pelo monitoramento da situação no Cone Sul.

Se mantidas as atuais condições atmosféricas, a nuvem não deve avançar sobre o espaço aéreo brasileiro. Segundo o Centro de Gerenciamento da Navegação Aérea, essa nuvem continua seguindo em direção ao oceano e não ao continente.

A informação foi confirmada pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) de São Paulo. Na terça-feira (14), uma massa de ar deve chegar ao Brasil, mas vem da direção sudeste e não do extremo sul, possibilitando que as cinzas do vulcão não sejam trazidas para a capital paulista com o vento.

Problemas na aviação

A nuvem vulcânica está gerando problemas para a aviação desde o início da semana passada. Desde então, vários voos internacionais foram suspensos, além de voos para Porto Alegre e Foz do Iguaçu.

Nesta segunda, a Infraero registrou, até as 16h, 40 cancelamentos de voos internacionais em todos os aeroportos do País. Boa parte deles pode ter sido afetada pela atividade do vulcão.

No Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, foram registrados 14 cancelamentos de voos para Buenos Aires, entre 6h e 16h, e cinco para Montevidéu. Em relação às chegadas, foram cancelados sete voos de Buenos Aires e um de Montevidéu.

Com AE

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