Foi apagada mais uma obra de grafiteiros do cenário urbano, também na região central de São Paulo. Imagens coloridas antes presentes na mureta da Rua Consolação, em um trecho sobre o acesso ao Elevado Costa e Silva, foram substituídas por tinta cinza, tipicamente encontrada nos muros chapados da cidade.

A obra, em frente à Igreja da Consolação, era de autoria da dupla Osgemeos e dos grafiteiros Nunca e Zezão. Eles, no entanto, não tinham autorização para uso do espaço.

Para a realização de obras, os grafiteiros precisam de permissão da Empresa Municipal de Urbanização (Emurb), responsável por fiscalizar e normatizar a paisagem urbana em São Paulo. “Os painéis maiores são respeitados, mas já perdemos muitas obras pequenas”, conta Gustavo Pandolfo, integrante da dupla Osgemeos. A Emurb também define o que é pichação ou grafite.

Para os artistas, a diferença, no entanto, entre as formas de expressão apresenta-se na cor e na beleza das obras. “O grafite agrada mais, é mais colorido e detalhado. Mesmo assim, nada deveria ser apagado”, afirma o artista Francisco Rodrigues, conhecido como Nunca. Ele defende a criação de regras e critérios para estabelecer o que pode ou não ser apagado durante as ações da Prefeitura. “Falta informação.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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