Cineasta belga Chantal Akerman participa de mostra de cinema no Brasil

SÃO PAULO ¿ A diretora belga Chantal Akerman chega ao Brasil no fim de semana para dar uma palestra em São Paulo na próxima terça. Mostras no Centro Cultural Banco do Brasil de São Paulo (a partir de hoje), do Rio (dia 10) e Brasília (dia 17) vão revelar o trabalho da diretora.

Agência Estado |

Revelar é bem o termo. Embora seja autora de uma obra razoavelmente extensa, entre curtas e longas, filmes e instalações, no Brasil só estreou "Um Divã em Nova York", com Juliette Binoche e William Hurt. É meu filme mais comercial. Juliette me pediu que escrevesse uma comédia para ela e eu o fiz. Não se assemelha muito a meus outros filmes, mas gosto da elegância que consegui lhe imprimir.

Descendente de judeus poloneses, sobreviventes do Holocausto, Chantal tem discutido questões da sua identidade religiosa e cultural nos filmes. Não é correto dizer que sou orgulhosa da minha origem judaica, mas tudo o que sou, como mulher e artista, tem origem nessa evidência.

Durante muito tempo, ela se indagou sobre suas origens. Agora, cansou. Talvez seja uma decorrência da instabilidade que ela identifica no momento atual. Como ela conta, não sonhava ser cineasta. Queria ser escritora.

Muito jovem ¿ nasceu em 1950 ¿, ela teve um choque ao assistir a "Pierrot le Fou", que no Brasil se chamou "O Demônio das Onze Horas", de Jean-Luc Godard, em 1965. Decidiu que queria ser diretora. Em 1968, fez o primeiro curta, "Saute Ma Ville". Os críticos dizem que ela é pós-moderna e pós-feminista. Chantal não tem consciência disso. Nunca digo que vou fazer um filme feminista. Não sou tão intelectual assim. Sou instintiva. Faço.

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