Cineasta argentino recebe prêmio do Vaticano em Veneza

VENEZA ¿ O cineasta argentino Daniel Burman recebeu hoje, na 65ª Mostra Internacional de Cinema de Veneza, o prêmio Robert Bresson, concedido pela Fundação Ente do Espetáculo, ligada ao Vaticano, e destinado a diretores que testemunham significativamente a busca difícil do significado espiritual da vida.

Agência Ansa |

Daniel Burman segura o prêmio / AP

Burman se declarou muito emocionado com a homenagem, que quis compartilhar com o produtor italiano Amedeo Pagani, "com quem estou ligado por cinco filmes e dez anos de atividade".

"Sinceramente não esperava um prêmio tão prestigiado como esse, que não é conseqüência de um filme, mas de toda a minha obra como produtor, diretor e escritor e que reflete meu ponto de vista do mundo, que compartilhei com meu público", declarou Burman. O último trabalho do diretor, "El Nido Vacío" ("O Ninho Vazio"), será exibido nos Festivais de Toronto e de San Sebastían.

A premiação teve a presença do presidente da Bienal de Veneza, Paolo Baratta, do diretor do Festival de Cinema de Veneza, Marco Müller, e do presidente do Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais do Vaticano, monsenhor Claudio Maria Celli, encarregado de entregar o prêmio.

Celli exprimiu sua satisfação por entregar esse prêmio "a um jovem cineasta da Argentina, país em que servi durante três anos na Nunciatura" e destacou o fato de Burman ser judeu, afirmando que "isso demonstra que o prêmio não considera a religião ou nacionalidade" dos premiados.

O religioso também elogiou a capacidade do cineasta argentino "de chegar ao coração do espectador descrevendo com pudor e discrição a busca da própria identidade, um caminho às vezes turbulento, onde não é fácil encontrar a direção certa".

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