A temporada da São Paulo Fashion Week, que começa terça-feira, promete ser das mais badaladas. O motivo: cinco grandes tops confirmaram presença nas passarelas do Pavilhão da Bienal no Parque do Ibirapuera, zona sul.

Duas delas são consagradíssimas. Gisele Bündchen, a terceira modelo que mais fatura no mundo, desfila para a grife carioca Colcci. Há três anos, ela não aparecia na SPFW e seu retorno gerou ansiedade no meio da moda. Considerada a top número 1 do mundo pelo site Models.com, referência do setor, Raquel Zimmermann também virá pela Animale, outra grife carioca.

As outras também são disputadas pelas grifes internacionais. A diferença é que não são tão populares, entre o público em geral, pelo fato de estarem mais no exterior do que no País. Mesmo assim, elas conferem brilho ao evento. Bruna Tenório, por exemplo, é a garota propaganda da Dolce & Gabbana. Há outdoors com suas fotos espalhados por Milão e Nova York. Um pouco mais nova na carreira, Izabel Goulart é uma das novas angels da grife de lingeries Victoria’s Secret, posto invejado entre as modelos. Ela posou para grandes campanhas de Armani, Emanuel Ungaro e Hugo Boss. Carol Trentini, além de participar de inúmeros desfiles, virou celebridade internacional, principalmente por cair nas graças de Anna Wintour, editora-chefe da Vogue americana, uma espécie de bíblia da moda.

“As tops agregam valor ao evento”, diz Silvio Passarelli, professor de Gestão do Luxo, da Faculdade Armando Alvares Penteado. “Como elas são grandes nomes internacionais, o público sabe o poder que essas mulheres têm de escolher o trabalho. O fato de elas participarem da SPFW significa que o evento é realmente bom.” A presença das tops funciona como um endosso da qualidade da temporada paulistana. “Elas não viriam para um acontecimento regional.”

Não são apenas as tops femininas que fazem sucesso. Apesar de serem em menor número, há modelos masculinos que arrasam nas passarelas. É o caso do catarinense Michael Camiloto, de 20 anos, 1,87 metro de altura e 83 quilos. Ele queria ser jogador de futebol, tanto que veio tentar a sorte num clube profissional de São Paulo. Mas acabou nas passarelas e revistas de moda. E desfilou para grifes internacionais como Vivienne Westwood, Kenzo, Louis Vuitton, Paul Smith, Dolce & Gabbana e D&G. No Fashion Rio, desfilou pela Redley, marca que também contou com Carol Trentini. “O efeito de uma celebridade não é medido apenas pelo evento”, diz Passarelli. “Quando uma celebridade vem a São Paulo pode afetar até mesmo o turismo da cidade. Imagine quando temos várias delas.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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