Cigarro com sabor dificulta abandono do vício, diz pesquisa americana

Uma pesquisa realizada pela Universidade de Medicina e Odontologia de Nova Jersey (EUA) com 1.688 fumantes que buscaram tratamento especializado para parar de fumar mostrou que, entre os adeptos de cigarros flavorizados, as taxas de abandono do vício nas primeiras quatro semanas foram menores.

Agência Estado |

Segundo a coordenadora do Programa Nacional de Controle do Tabagismo,Tânia Cavalcante, a adição de substâncias adocicadas ao fumo, especialmente o mentol, é uma estratégia para conquistar o público mais jovem, já que mascara o gosto ruim que o tabaco tem para quem não fuma.

No entanto, alerta, quando esses açúcares queimam, geram uma substância chamada acetaldeído, que é cancerígena. A indústria tenta passar a ideia de que esses aditivos existem na comida e por isso não causam mal. Mas comer é diferente de inalar, explica ela.

O sistema digestivo tem uma barreira natural de desintoxicação, o que não acontece com os alvéolos pulmonares, que são desprovidos de defesa. Alguns desses aditivos não são inócuos podendo favorecer as hemorragias do pulmão.

Segundo dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), há 25 produtos flavorizados registrados no País, em um total de 69. Mas não existe regulação específica para a adição de açúcar, álcool, mentol, frutas ou sabores de bala nas marcas de cigarro. Também não há restrição à propaganda voltada para jovens nos pontos de venda. O ideal seria a proibição total da venda desses cigarros, mas um bom começo é criar uma legislação, disse Tânia.

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