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Cientistas produzem primata transgênico para pesquisas

Cientistas do Centro Nacional de Pesquisas sobre Primatas Yerkes da Universidade Emory em Atlanta (EUA) produziram macacos resos (Macaca mulatta) com o gene causador da doença de Huntington, síndrome caracterizada pela perda progressiva da capacidade cognitiva e dos movimentos. É o primeiro passo para a utilização de primatas transgênicos nas pesquisas sobre neuropatologias.

Agência Estado |

O trabalho foi publicado ontem no portal da revista Nature .

Camundongos geneticamente modificados já são utilizados para esse fim, mas seu sistema nervoso é muito diferente do nosso, diz Luiz Eugenio Mello, professor de fisiologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Os roedores nos ensinaram várias coisas sobre diabete, câncer e doenças cardíacas, explicou Anthony Chan, co-autor da pesquisa. Mas, em sua avaliação, será preciso, a partir de agora, dar mais ênfase às pesquisas com primatas. Com eles, damos um passo importante, pois são mais parecidos conosco.

Para inserir o gene da doença de Huntington em 130 ovócitos - células que dão origem ao óvulo - retirados de macacas, os pesquisadores utilizaram lentivírus, uma família de vírus caracterizada pelo ciclo vital lento. Os mesmos microrganismos também serviram como vetores para um gene que produz proteína fluorescente verde. Dessa forma, a criação de animais que brilham no escuro comprova o sucesso do procedimento.

Chan está confiante. Para ele, os resultados do experimento são algo mais do que uma prova da viabilidade dessa linha de pesquisa. Agora, nós já sabemos que macacos podem ser modificados geneticamente com sucesso e apresentar reações muito semelhantes, até mesmo idênticas, às dos pacientes humanos. Nenhum outro animal faz isso, afirma. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo .

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