Cientistas descobrem que troca genética aumenta riscos da diabete

Uma equipe internacional de cientistas descobriu que a troca de uma única letra em um gene responsável pela criação de glóbulos vermelhos no sangue permite identificar pacientes de diabete mais propensos a sofrer de complicações graves da doença, que podem levar à cegueira e à insuficiência renal. O trabalho que descreve a descoberta foi publicado ontem na edição antecipada, online, da revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).

Agência Estado |

A mudança genética em questão é a troca de uma base guamina por uma timina - ou “G” por “T”, no código de quatro letras do DNA. Em sua versão mutante, e na presença de diabete, o gene leva a uma produção excessiva de vasos na retina e nos rins, o que causa doença renal crônica e uma condição conhecida como retinopatia diabética proliferativa, que pode levar à cegueira.

“O trabalho é importante porque foi feito numa população grande, de portadores de diabete dos tipos 1 e 2”, diz a pesquisadora Mirela Azevedo, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Ela faz a ressalva de que a associação não implica relação de causa e efeito, e que o resultado talvez não se aplique a uma população miscigenada como a brasileira, já que o estudo foi feito entre americanos de ascendência européia.

“A descoberta poderá ajudar na triagem de pacientes com duas cópias do gene mutante”, diz um dos autores do trabalho, Kang Zhang, da Universidade de Utah, nos Estados Unidos. “Os resultados deverão chegar aos pacientes dentro de três ou quatro anos, e o bloqueio do EPO será uma terapia muito importante.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo .

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