Cidades violentas para jovens receberão oferta de verba

Uma semana depois de divulgar o ranking das cidades brasileiras em que os jovens estão mais vulneráveis à violência, o Ministério da Justiça decidiu chamar os prefeitos das 22 cidades que ocupam as piores posições na lista e ainda não recebem verbas federais para participar do Programa Nacional de Segurança Pública e Cidadania (Pronasci). O encontro com os prefeitos será na terça-feira.

Agência Estado |

O estudo, encomendado pelo Ministério da Justiça e feito pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, criou um Índice de Vulnerabilidade Juvenil à Violência para analisar o nível de segurança dos jovens em 266 municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes. Para calcular o índice foram considerados o total de homicídios, mortes no trânsito, acesso a escola e emprego, pobreza e desigualdade em cada um dos municípios.

Conforme os resultados, entre os 43 municípios em que os jovens estão mais vulneráveis à violência, 58% ou 25 cidades ainda não recebiam verbas do Pronasci. Entre elas estavam Itabuna, na Bahia, e Marabá, no Pará, as primeiras colocadas no ranking. "O estudo foi encomendado justamente para que pudéssemos conhecer melhor a realidade dos municípios. É um instrumento para aplicarmos melhor as verbas e para acompanharmos os resultados. É por isso que vamos chamar os prefeitos das cidades em pior situação", afirmou Luiz Paulo Barreto, secretário executivo do Ministério da Justiça. Após a assinatura da adesão, os municípios terão de apresentar projetos à União. Com projeto pronto, a liberação demora, no mínimo, três meses.

O Ministério da Justiça afirmou que as cidades de Governador Valadares, em Minas; Sobral, no Ceará; e Cascavel, no Paraná, já estavam em processo de adesão ao programa. Com o evento do dia 8, todas as 43 cidades brasileiras que de acordo com o estudo têm vulnerabilidade alta e muito alta iniciarão o processo para aprovação de programas municipais a serem financiados pelo Pronasci. "É uma medida positiva, uma vez que o governo passa a usar uma ferramenta científica para fazer planejamento", afirma o sociólogo Renato Sérgio de Lima, secretário executivo do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, que fez o estudo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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