Cidades de médio porte crescem mais que grandes

Municípios que possuem entre 100 mil e 500 mil habitantes concentram 25,5% da população

Sabrina Lorenzi, iG Rio de Janeiro ¿ |

As grandes cidades perderam o posto de principais pólos de atração populacional para os municípios de médio porte. Incentivados pelo processo de descentralização da indústria e pela expansão do agronegócio, as cidades de 100 mil a 500 mil habitantes aumentaram de 23,3% para 25,5% a participação na população brasileira.  

Em municípios que possuem entre 500 mil e um milhão de habitantes, a parcela passou de 7,4% para 8,2% do total de habitantes no País. Nos municípios de um milhão a dois milhões de pessoas, a fatia aumentou de 5,4% para 6,6%.  

"Entre conclusões deste censo, podemos dizer que a mais surpreendente é o fenômeno das cidades de médio porte, que passaram a atrair mais gente que as capitais. As áreas que absorvem mais população e que mais crescem não são mais as grandes cidades", afirmou o presidente do Instituto Brasileiro e Geografia e Estatística (IBGE), Eduardo Nunes, durante a primeira divulgação dos resultados do Censo 2010.

Tanto nas cidades de menor porte como nas maiores, com mais de cinco milhões de pessoas, houve recuo na parcela da população: nestes grupos de cidades, a população continuou crescendo, mas em menor ritmo que nos municípios de médio porte. São Paulo, a maior cidade do País, aumentou de 10,4 milhões para 11,2 milhões de pessoas. 

 "Não é ruim parar de crescer, pelo contrário. Para cidades com milhões de habitantes, isso é ideal", acrescentou Nunes.

 Desde 2000, 19 municípios mais que dobraram sua população – o de maior crescimento foi Balbinos (SP), com 199,47% de crescimento; seguido por Rio das Ostras (RJ), com 190,39%; e Pedra Branca do Amapari (AP), com 168,72%. 

 Os Estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro perderam participação na população. Eles representam 40,28% no total da população em 2010, frente a 40,82% contabilizados em em 2000. Em dez anos, os destaques de crescimento foram verificados no Amapá (40,18%), Roraima (39,10%) e Acre (31,44%).

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