A prefeitura de Anamã, a 168 quilômetros de Manaus, perdeu o único hospital do município com a enchente do rio Solimões. A cidade, que já estava alagada, agora teve a área mais alta, onde ficava o hospital, também inundada.

"Precisamos usar as balsas para abrigo dos pacientes do hospital, hoje há seis internados, e as outras balsas seriam para desabrigados", disse o vice-prefeito, Antônio Araújo Coelho. Uma das balsas, inclusive, serviria de prefeitura, pois a sede já foi inundada. Segundo ele, o prefeito está em Manaus para solicitar ao governo do Amazonas o envio de cinco balsas-dormitórios.

Há dois dias cinco navios-hospitais da Marinha estão realizando atendimentos no município. "Temos mais de 4 mil crianças e adolescente fora da escola. Falta comida, água potável. O município nunca esteve com tantos problemas. Estamos ainda preocupados com as doenças que estão aparecendo, diarreias e hepatite", disse. A Associação Amazonense de Municípios estima que aproximadamente 60% das escolas do interior do Estado está com suas atividades prejudicadas. De acordo com a Secretaria de Educação, a situação mais grave é em Anamã e Barreirinha, onde toda a rede escolar foi paralisada e as escolas estão submersas.

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