Ciber-simpatizantes ajudam manifestantes iranianos na batalha virtual

Ciber-simpatizantes de todo o mundo ajudam pela internet os opositores ao governo iraniano a driblar a censura, filtrar notícias de confrontos e a evitar a detenção.

AFP |

Fotos, vídeos e atualizações dos acontecimentos nas ruas de Teerã continuam chegando aos sites de relacionamento como Twitter, Facebook, YouTube ou Flickr, apesar dos esforços do governo iraniano de tornar inacessíveis os telefones celulares e a internet.

"A revolução pode não ser transmitida pela televisão no Irã, mas pode ser 'twiteada'", disse o usuário 'kaplanmyrth' nesta quarta-feira numa das mensagens no Twitter.

Internautas estabeleceram "servidores proxy", computadores com acesso à internet que podem ser usados por pessoas dentro do Irã para se esquivarem do bloqueio imposto para conter a divulgação de notícias sobre as manifestações.

Durante vários dias, os usuários do Twitter mudam as posições de localização e a hora do envio de suas mensagens para que pareça que as mandam diretamente de Teerã, dificultando a vigília das autoridades.

Além disso, é difícil bloquear todo o serviço de satélite e telefônico do país porque isso cortaria as comunicações militares e as da polícia, explicou um técnico à AFP durante conferência em Nova York dedicada ao uso do Twitter.

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