Chuvas no Piauí já deixaram mais de 500 famílias desabrigadas

TERESINA - Segundo o governador do Piauí, Wellington Dias, cerca de 500 famílias estão desabrigadas em vários municípios do Piauí. As chuvas já duram mais de 30 horas e 18 municípios podem ficar isolados. Outros Estados, como Maranhão e Ceará também sofrem com os temporais dos últimos dias.

Redação com agências |

O governo do Piauí encaminhou um ofício ao Ministério da Integração Nacional e à Secretaria Nacional de Defesa Civil (Sedec) informando as condições no Estado e realiza o monitoramento diário do nível das águas dos rios e da chuva.

Dias esteve com o prefeito da capital piauiense, Sílvio Mendes (PSDB), visitando o dique do Rio Poti, no bairro Poti Velho, zona norte da cidade. Na capital, são mais de 180 famílias desabrigadas atendidas pelo programa Família Acolhedora. Segundo o relatório divulgado hoje, o nível das águas do Poti era de 800 mil litros de água por segundo e estava em 1,5 mil.

Ceará

A Coordenação Estadual da Defesa Civil do Ceará (Cedec) contabiliza 77.539 pessoas atingidas pelas enchentes em 18 municípios.

Desse total, 1.587 encontram-se desabrigadas, ou seja, estão em abrigos temporários, e outras 4.622 desalojadas, morando com parentes ou amigos. Cinco cidades decretaram estado de emergência: Caririaçu, Aurora, Lavras da Mangabeira, Icó e Crateús. Em Crateús, a 354 quilômetros de Fortaleza, a cheia do Rio Poti alagou seis bairros, atingindo mil moradores.

Dos 136 açudes monitorados pela Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), 39 já estão sangrando. Ontem foram abertas duas comportas do açude Castanhão. O reservatório é o maior do Ceará e tem capacidade para armazenar 6,5 bilhões de m3 de água. Com as chuvas deste ano, ele já acumula um volume de quase 5 bilhões de m3.

A Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) anotou precipitações em 148 municípios cearenses. O maior registro foi de 148,2mm em Morrinhos, a 220 quilômetros de Fortaleza. Para os próximos dias, há indicação de mais chuva em todas as regiões do Estado, principalmente no Baixo Jaguaribe e no litoral.

Maranhão

Aproximadamente 20 mil pessoas estão desabrigadas em todo o Maranhão em função das fortes chuvas. Quinze municípios já decretaram estado de emergência e três pessoas morreram após deslizamentos de terra.

O maior número de desabrigados está na cidade de Presidente Dutra, distante 350 quilômetros da capital São Luís: 2.300. Em Gonçalves Dias, no sudoeste do Maranhão, um açude rompeu e atingiu 763 moradores.

Em Lagoa Grande, na região central do Estado, três pessoas morreram soterradas na queda de uma barreira no povoado Deserto, na madrugada de ontem: Maria da Silva Siebra, de 21 anos e seus dois irmãos, um de 5 anos e o outro com menos de um ano. Os nomes das crianças não foram divulgados. Na segunda maior cidade do Maranhão, Imperatriz, o rio Tocantins, que corta o município, transbordou e cerca de 700 pessoas ficaram desalojadas.

Em Paço do Lumiar, na região metropolitana de São Luís, as fortes chuvas destruíram parcialmente uma ponte na rodovia MA-203, que dá acesso à cidade. As chuvas também foram responsáveis pela interdição da BR-010, no km 321, sudoeste do estado, em decorrência de uma cratera que se formou no local.

Segundo informações da Defesa Civil Estadual também existem pessoas desabrigadas nas cidades de Arame, Pedreiras, Boa Vista do Gurupi, Buriti Bravo, Lago da Pedra, Davinópolis, Raposa, São José de Ribamar e em São Luís.

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