Chuvas causam bloqueio de rodovias no RS

Duas rodovias que cortam parte do Estado do Rio Grande do Sul estão bloqueadas por causa das fortes chuvas trazidas pelo ciclone extratropical. O quilômetro 40 da BR-101 está interditado desde as 17h por causa do transbordamento do rio Três Forquilhas.

Agência Estado |

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  • Idosa morre em residência invadida pela água no RS
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  • De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, a água subiu mais de 1,5 metro acima da ponte, no trecho próximo à cidade de Torres. A opção para os motoristas que vão para Santa Catarina é utilizar um desvio pela Estrada do Mar.

    Pedras que deslizaram no quilômetro 2 da RS-486 (Rota do Sol) - rodovia que liga Cambará do Sul à Praia de Curumim - em Capão da Canoa, impedem o tráfego desde as 23h30 de ontem.

    Segundo a Polícia Rodoviária, o deslizamento teve início no final da tarde na pista sentido Caxias do Sul e se agravou durante a noite.

    Equipes iniciarão a limpeza da pista na manhã deste domingo. O motorista pode seguir pela rodovia no sentido Porto Alegre e acessar um desvio pela BR-116.

    Mortes

    Neste sábado, o temporal com forte chuva e rajadas de vento de até 100 quilômetros por hora provocou a morte de um motorista e de uma idosa de aproximadamente 80 anos, de acordo com o jornal "Zero Hora". 

    A idosa morreu em uma residência invadida pela água na Estrada do Espigão, no Lami, Região Metropolitana de Porto Alegre. A causa da morte ainda é desconhecida.

    O caminhoneiro José André Pinheiro Parnechi, de 36 anos, também morreu em decorrência do temporal em Serafina Correa, na Serra do RS. Ele desceu de seu veículo para ajudar outros motoristas a remover galhos da RS-129. Quando estava na pista foi atingido por outra árvore, derrubada por nova rajada de vento, e não resistiu aos ferimentos.

    O ciclone também deixou centenas de pessoas desabrigadas e interrompeu o abastecimento de energia para 270 mil consumidores neste sábado, na região metropolitana de Porto Alegre, algumas cidades da Serra e todo o litoral do Rio Grande do Sul.

    Os transtornos climáticos são conseqüência de um ciclone extratropical que se formou na costa dos Estados do Sul e, conforme as previsões dos serviços de meteorologia, vão continuar até segunda-feira.

    Em Santo Antônio da Patrulha a água isolou quatro bairros, obrigando os bombeiros a usarem barcos para resgatar 20 famílias desabrigadas. Nos municípios do litoral norte alguns moradores chegaram a reviver o pesadelo do furacão Catarina, ocorrido em 2004.

    Em Cidreira, pelo menos 20 casas tiveram seus telhados arrancados pelo vento. Em Capão da Canoa as ondas chegaram até à calçada que separa a praia da cidade.

    Os moradores da zona sul de Porto Alegre também sofreram com alagamentos e trânsito interrompido pela queda de árvores. Algumas famílias dos bairros Hípica, Belém Novo e Ponta Grossa tiveram de ser removidos de barco para a casa de parentes e para um salão comunitário. Na zona norte da cidade, o telhado de um hotel caiu sobre uma pista da avenida Farrapos.

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