Chuva suspende operação de resgate em Ilhota, Santa Catarina

Ilhota - O trabalho de resgate de pessoas ilhadas em várias localidades do município de Ilhota, no Vale do Itajaí, em Santa Catarina, teve que ser interrompido porque voltou a chover forte na região. Ilhota e outras 13 cidades estão sob decreto de calamidade pública. Já chega a 109 o número de mortos em razão das enchentes.

Redação com Agência Brasil |

O helicóptero de resgate que se preparava para socorrer cerca de 60 pessoas ilhadas na localidade conhecida como Braço do Baú teve que suspender o vôo por causa das condições do tempo.

Em Ilhota começou neste sábado o trabalho de cadastramento dos desabrigados. São cerca de 700 pessoas distribuídas em vários abrigos da cidade. De acordo com os voluntários, o cadastramento vai permitir reunir os familiares que se separaram na hora do resgate. Eles citaram, como exemplo, o caso de uma adolescente cujos pais foram levados para um abrigo em Blumenau.

Segundo o boletim divulgado às 12h45 deste sábado pela Defesa Civil do Estado, 27.410 pessoas estão desabrigas e de 51.297 estão desalojadas. Há 19 desaparecidos confirmados e acredita-se que cerca de de 1,5 milhão de pessoas tenham sido afetadas pelas enchentes.

'Cenário pós-guerra'

Volnei José Morastoni, prefeito de Itajaí, um dos locais mais atingidos pela chuva, afirmou que as ruas do centro da cidade se comparam a um cenário pós-guerra.

Agência Brasil
Lixo e entulho tomam as ruas do Estado
Os caminhões de lixo da prefeitura não estão conseguindo retirar os móveis descartados pelas ruas da cidade. A prefeitura avalia em torno de 11 mil caminhões de lixo para recolher o material jogado pelas vítimas enquanto limpam suas casas, informou.

Ao fazer um levantamento das perdas causadas pelas chuvas no município, Morastoni disse que grande parte dos 170 mil habitantes ficou sem casa, móveis, carro. Segundo o prefeito, os prejuízos ainda não foram contabilizados e a prioridade está sendo o atendimento à população.

Mas podemos adiantar que das 48 creches do município, 21 ficaram totalmente destruídas, oito unidades de saúde tiveram perda total, escolas estão fechadas e sem condições de funcionar. Todo o sistema viário foi destruído. O Porto de Itajaí, maior terminal de movimentação de cargas congeladas do país, responsável por cerca de 90% da economia do município, teve que ser fechado, disse.

De acordo com o prefeito, os recursos dos governos federal e estadual estão chegando e sendo aplicados imediatamente, por exemplo, em programas emergenciais para a população reconstruir suas casas.

Para ele, no entanto, os recursos mais importantes são os da solidariedade. Até ontem não tínhamos alimentos, as pessoas reclamavam de fome, de repente começaram a chegar carretas lotadas, vindas de todo o país, disse o prefeito.

Segundo Morastoni, seis mil pessoas ainda estão nos abrigos improvisados em escolas, igrejas e centros de eventos. Outras três mil formam filas em busca de alimentos, roupas, remédios e água mineral.

Morro do Baú é a área mais atingida; assista

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