A forte chuva que caiu na noite de segunda-feira na região de Cidade Ademar, na zona sul da cidade de São Paulo, fez a 77ª vítima, considerando todo o Estado, desde o dia 1º de dezembro de 2009.

    Por volta das 21h30, moradores da Favela da Vila Joaniza ajudaram os bombeiros a retirar um homem, ainda não identificado, do Ribeirão do Aterrado.

    AE
    Após morte de homem, moradores incendeiam ônibus para protestar

    A vítima, que já chegou ao pronto-socorro municipal do Jabaquara sem vida, foi retirada da água com parada cardiorrespiratória. O corpo do homem só não foi levado embora pela enxurrada porque parou em uma pilastra de concreto, arrastada para dentro do córrego.

    Segundo os moradores, a chuva durou quase três horas. A região entrou em estado de atenção às 19h20. A vítima teria caído no leito do ribeirão, que transbordou.

    Várias casas construídas perto do Ribeirão do Aterrado também estão comprometidas. O mesmo ocorre com as frágeis pontes de madeira e corda construídas pelos moradores ao longo do córrego.

    Revoltados com os prejuízos materiais e com a morte de um dos moradores, um grupo de pessoas montou fogueiras a céu aberto, utilizando entulhos e objetos destruídos pela chuva. Um ônibus da Viação São Jorge que seguia para a garagem foi parado e incendiado pelos manifestantes na Avenida Yervant Kissajikian. O motorista e o cobrador saíram ilesos.

    Outras vítimas

    A 75ª morte causada pelas chuvas foi a de Rafael Silva Paz, de 8 anos, cujo corpo foi encontrado por volta das 14 horas do último dia 7, no Rio Cotia. O garoto foi levado por uma enxurrada quando pescava com alguns amigos no rio, na Estrada Fernando Nobre, ao lado de um pesqueiro, próximo ao quilômetro 28 da Rodovia Raposo Tavares.

    A 76º vítima foi João Vitor, de 11 anos, que no dia 3 caiu no córrego Jacu-Pêssego, na zona leste de São Paulo, durante um temporal. Seu corpo foi arrastado até o Rio Tietê e encontrado no dia 10 na margem da barragem de Pirapora, em Pirapora do Bom Jesus, na Grande São Paulo.

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