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Chuva forte afetou 4 mil pessoas em Eldorado-SP

As fortes chuvas que atingiram em janeiro a cidade de Eldorado, no interior de São Paulo, principalmente no último fim de semana do mês, afetaram cerca de quatro mil pessoas. Entre elas, 60 ficaram desalojadas e 15, desabrigadas, segundo dados da prefeitura.

Agência Estado |

Por conta dos estragos, principalmente na zona rural da cidade, o prefeito Donizete Antonio de Oliveira decretou estado de calamidade pública, após a visita da Defesa Civil na quarta-feira.

De acordo com a Prefeitura Municipal da Estância Turística, o decreto que instituiu essa situação anormal teve como base as chuvas intensas que caíram sobre a região do Vale do Ribeira e que atingiram o município com um índice pluviométrico de 35 milímetros, causando fortes enchentes e inundações graduais.

Ainda segundo os índices pluviométricos fornecidos pela Defesa Civil de Eldorado, no mês de janeiro choveu durante 25 dias, acumulando 296,75 milímetros, o que encheu o Rio Ribeira em aproximadamente 8 metros acima do seu nível normal e seus afluentes, em três metros.

Na zona urbana, foram afetados o Centro, a Vila Nova Esperança, bairro Capão Redondo, Vila Maria e Vila Incomager. Já na área rural, os pontos que sofreram danos foram os bairros Pedro Cubas de Cima, Pedro Cubas, Sapatu, André Lopes, Nhunguara, Ivapurunduva, Galvão, São Pedro, Cavuvu, Areado, Areadinho, Onça, Rio Batatal, Barra do Braço, Mombuca, Martins, Sossego, Descanso da Vida, Serrinha, Poça, Morro Preto, Sidon, Pedra Furada, Meninos, Bulha, Primeira Ilha Margem Esquerda, Vergueiro, Turvo do Etá, Abobral Margem Esquerda, Usina, Taquari, Ribeirão Xiririca, Primeira Ilha Margem Direita, Ilha Rasa Margem Esquerda e Direita, Abobral Margem Direita, Bananal Pequeno e Lajeado.

Prejuízos

O prejuízo ficou em torno de R$ 150 mil com a única edificação danificada pela água, que é uma escola. Na infraestrutura pública, 30 obras de arte foram danificadas, totalizando R$ 225 mil, e outras 10 foram destruídas, num valor de R$ 555 mil. Cerca de 300 quilômetros de estradas rurais também foram atingidos.

A agricultura e a pecuária também foram sofreram. Houve prejuízo na fruticultura, principalmente nas plantações de banana, que são o setor econômico de maior relevância no município. Na piscicultura foi perdida a produção de pacu, tambaqui, tilápia e outros, em virtude do rompimento dos tanques de criação.

Na extração mineral, houve a paralisação das atividades, interrompendo o fluxo comercial de areia. Já no turismo rural, houve cancelamento de reservas na rede hoteleira e diminuição da visita de turistas. Também ocorreu o rompimento de barragem utilizada por comunidades mais afastadas, afetando o fornecimento de água potável. O sistema de esgoto na área urbana foi danificado por rompimento de canalização.

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