As chuvas voltaram a castigar cidades gaúchas hoje, principalmente na Fronteira Oeste e na Região Centro, onde o rompimento da barragem Cafundó, da Usina Hidrelétrica Nova Palma, elevou ainda mais o nível do Rio Soturno. A região já havia sofrido com as cheias no início do mês, quando cinco pessoas morreram com a queda de uma ponte sobre o Rio Jacuí, em Agudo.

Segundo a Defesa Civil do Estado, até o final da tarde, cerca de 150 pessoas estavam desalojadas e haviam sido levadas para o ginásio de Nova Palma.

O diretor técnico da Hidrelétrica Nova Palma, engenheiro Elvindo Possebon, explica que, por volta das 12h30, parte do concreto - uma altura de 4 metros e cerca de 50 metros de extensão - se rompeu. "Não é comum isso acontecer. Ainda não se tem uma explicação, a não ser o grande o volume de água", afirma o engenheiro. A partir de Nova Palma, também estão ameaçadas as cidades de Faxinal do Soturno, por onde passa o Rio Soturno, Dona Francisca, São João do Polêsine e Agudo.

Em Unistalda, no Centro do Estado, um vento muito próximo do que seria um tornado, conforme a Defesa Civil, causou estragos no interior do município, na localidade de Itumirim. Houve destruição de galpões, queda de árvores, mas sem registro de feridos ou desabrigados. Em São Borja, na Fronteira Oeste, divisa com a Argentina, a chuva de 12 horas registrou 150 milímetros, desalojando famílias ribeirinhas.

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